EFE/Miguel Gutiérrez
EFE/Miguel Gutiérrez

Oposição venezuelana inicia greve de dois dias para pressionar Maduro a desistir da Constituinte

Presidente chavista afirma que votação será realizada mesmo com a intensa pressão nacional e internacional; líder opositor diz que país está sob ameaça de ‘aniquilamento’ da república e da democracia

O Estado de S.Paulo

26 Julho 2017 | 02h55

CARACAS - Os adversários do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, realizam uma greve nacional de dois dias a partir desta quarta-feira, 26, em um último esforço para pressioná-lo a desistir da eleição para formar uma Assembleia Constituinte, que ocorrerá no domingo.

Milhões de pessoas participaram de uma greve de 24 horas na semana passada, na qual empresas fecharam as portas, famílias permaneceram dentro de suas casa e ruas foram fechadas ou ficaram vazias em várias partes da Venezuela.

"A partir de 6h (locais) amanhã (quarta-feira), nós vamos paralisar esse país", disse o parlamentar de oposição e ativista Juan Requesens. "Mostraremos a Nicolás Maduro e a seu grupo que não há amor para eles em nenhum lugar na Venezuela ou no mundo.”

A oposição, que tem apoio majoritário após anos na sombra do Partido Socialista durante o mandato de Hugo Chávez, diz que a Assembleia Constituinte planejada pelo presidente é uma farsa, elaborada somente para mantê-lo no poder.

O líder chavista, de 54 anos, insiste que a votação de domingo será realizada, apesar de intensa pressão no país e no exterior, incluindo uma ameaça de sanções econômicas pelos EUA.

Opositor

O líder opositor Leopoldo López divulgou nesta quarta-feira uma mensagem em um vídeo publicado no YouTube na qual afirma que o país está sob “ameaça clara” de um “aniquilamento” da república e da democracia, e pede que os cidadãos sigam protestando nas ruas.

"Hoje, na Venezuela, estamos diante de uma ameaça muito clara de Nicolás Maduro e daqueles que o acompanham com o projeto da Constituinte. Esta ameaça busca duas coisas, primeiro o aniquilamento da república e do estado democrático, e segundo, a submissão absoluta do povo venezuelano", disse López, que cumpre pena em prisão domiciliar. / REUTERS e EFE

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.