AP Photo/Jean-Francois Badias - 13/12/17
AP Photo/Jean-Francois Badias - 13/12/17

Opositor exilado diz que 'ataque' contra Nicolás Maduro é 'farsa'

Julio Borges disse que suposto atentado foi uma montagem do governo venezuelano; ele foi acusado por Caracas de planejar o ataque

O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2018 | 02h53

CARACAS - O antigo líder da oposição ao governo de Nicolás Maduro e ex-presidente do Parlamento venezuelano, Julio Borges, denunciou como "farsa" o suposto atentado com drones carregados com explosivos contra o presidente. O político, que está exilado na Colômbia, foi acusado por Caracas de ser um dos envolvidos no planejamento do ataque.

"Nenhum país no mundo acredita nessa farsa de atentado. Todos sabemos que é uma montagem para perseguir e condenar quem se opõe à ditadura", escreveu Borges em rede social.

 

 

Mais cedo, Maduro utilizou da cadeia de rádio e televisão da Venezuela para acusar o opositor exilado. "Todas as declarações (dos seis detidos como supostos 'autores materiais' do ataque) apontam para Julio Borges, que vive em uma mansão em Bogotá amparado pelo governo colombiano", disse Maduro ao apresentar suas "provas" do que considera uma tentativa fracassada de "magnicídio".

O presidente venezuelano também acusou outro líder opositor, Juan Requesens, a quem qualificou como "um de seus adversários mais loucos e psicopatas". Nesta segunda-feira, 8, o partido de Requesens, Primeira Justiça, afirmou que o político foi levado por agentes do serviço de inteligência do governo.

"Denunciamos a todo o mundo a injustiça contra Requesens, que teve sua imunidade parlamentar violada e agora se encontra preso", escreveu o Primeira Justiça em rede social. 

De acordo com o governo venezuelano, tanto Borges quanto Requesens foram mencionados pelo policial aposentado, Juan Carlos Monasterios, um dos suspeitos detidos por participação no ataque. O militar diz que ambos idealizaram o atentado, treinando os responsáveis no município de Chinácota, no norte da Colômbia.

A Assembleia Constituinte, que rege a Venezuela e assumiu, na prática, a função do Parlamento, debaterá nesta quarta se processará os opositores por participação no suposto ataque. //AFP

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