Opositor ferido, mas realizado

Aboul Qassim Bujezia, de 27 anos, descansava ontem estendido em sua cama, em Benghazi. Seu pai segura um raio X que mostra um projétil de AK-47 alojada em sua perna. Mas Bujezia esboça um sorriso.

, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2011 | 00h00

"As pessoas que tinham perdido irmãos no dia anterior estavam na primeira fila nos protestos, atirando pedras contra os soldados", afirmou. Quando os soldados abriram fogo, praticamente todos morreram - mas ele só saiu ferido.

"Todos em volta de mim foram baleados. Alguns no pescoço, outros na cabeça, no olho, alguns levaram dois tiros. Deus estava comigo naquele momento", afirmou.

Bujezia conta como a população enfrentou as forças aliadas ao ditador Muamar Kadafi com o que podiam. Usaram algumas armas, vários coquetéis molotov e muitas pedras.

Estima-se que mais de cem pessoas morreram em três dias de confrontos. Alguns estimam em quase 250 o número de vítimas. O centro dos combates em Benghazi foi uma base militar ao sul, para onde os soldados fugiram quando começaram a perder controle da cidade. "Os soldados que estavam em Katiba (nome da instalação do Exército) abriram fogo contra todos que estavam na primeira fileira do protesto". / AP

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