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Opositor Ledezma será processado por crimes 'contra a paz', diz Maduro

Segundo o líder venezuelano, o prefeito de Caracas foi preso por ordem da Procuradoria e participou de golpe contra Chávez em 2002

O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2015 | 11h17

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na quinta-feira que o prefeito de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, detido durante a tarde por agentes do Serviço de Inteligência do país, será processado "por todos os delitos cometidos contra a paz do país".

O presidente acrescentou que o político opositor foi detido "por ordem da Procuradoria" e "será processado pela Justiça venezuelana para que responda por todos os crimes cometidos contra a paz do país, a segurança, a Constituição. Chega de conspiradores!".


"Eles o chamam de vampiro e não sou eu quem diz isso, mas várias gerações de venezuelanos", disse Maduro, que acrescentou que o líder opositor "esteve no golpe de Estado" contra seu antecessor, o presidente Hugo Chávez, em abril de 2002 e em "todas as conspirações".

O líder venezuelano se referiu também à declaração conjunta na semana passada dos opositores Ledezma, María Corina Machado e Leopoldo López, na qual propuseram um "Acordo Nacional para a Transição" na Venezuela. "Aqui está o comunicado, convocando o golpe. Reincidentes, os três signatários do comunicado são três reincidentes", disse Maduro.

Outros opositores. O presidente disse que López está sendo julgado por assassinato, homicídio, golpismo e "milhares de outras coisas pela justiça venezuelana".

"O outro signatário é a senhora María Machado, ex-deputada, já a conhecemos, por ser uma mulher não vou me referir a ela, sabemos de seus vínculos com o governo dos EUA, com o 'Tea Party', como a financiaram e a financiam", declarou.

Ledezma foi detido por funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) na sede de seu partido no bairro El Rosal, no leste de Caracas. /EFE

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