Opositor precisa explorar cisões no peronismo

Com uma campanha sem agressões pessoais que impressionou a Argentina e levou a um segundo turno disputado, Mauricio Macri, o prefeito de Buenos Aires, também preparou outra surpresa ao criar uma cisão no movimento liderado por Cristina Kirchner. As pesquisas davam Daniel Scioli como favorito, mas as preferências passaram para Macri, principalmente depois que uma estrela em ascensão no seu partido, Maria Eugenia Vidal, a vice-prefeita de Buenos Aires, derrotou Aníbal Fernández, chefe de gabinete de Cristina, na eleição para o cargo de governador da Província de Buenos Aires.

O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2015 | 02h04

Analistas mostraram-se atentos porque as preferências de voto na província permitiram prever, historicamente, importantes mudanças na política argentina. "O candidato que melhor interpretou o momento é Macri", afirma o analista Carlos Germano. "Ele precisa continuar indicando o diálogo."

Macri se preocupou em abrandar sua imagem aristocrática, apelando para expoentes do peronismo. Após a expressiva votação, as atenções se voltaram para ele, que compete à direita de Scioli, mas que procurará manter algumas das medidas sociais de Cristina.

Diante dos resultados do segundo turno, Agustin Rossi, ministro da Defesa, pregou humildade para mobilizar uma resposta à ascensão da oposição. Macri e Scioli precisam atrair mais eleitores, principalmente os que optaram por Sergio Massa, ex-aliado de Cristina, e os que apoiaram pequenos partidos de esquerda. / TRADUÇÃO DE ANA CAPOVILLA

SÃO JORNALISTAS

Mais conteúdo sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.