Opositor quer que Venezuela seja 'Noruega caribenha'

Jesús "Chuo" Torrealba, secretário executivo da Mesa da Unidade Democrática (MUD), aliança que reúne os partidos de oposição na Venezuela, considera que as eleições parlamentares de 2015 serão o trampolim que dará impulso aos mais de 15 anos de chavismo.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2014 | 02h05

De acordo com o opositor, por ter uma das maiores reservas de petróleo do mundo e uma população relativamente pequena, de 29 milhões de habitantes, a Venezuela não deveria ter de tolerar o comportamento "catastrófico" da economia.

"Perdoe-me pela pretensão, mas eu quero viver com a qualidade de vida com que se vive na Noruega (dona da maior reserva de petróleo da Europa Ocidental, maior produtora do insumo no continente e terceira maior exportadora de gás natural do mundo)", declarou.

Na opinião do jornalista, que assumiu a secretaria executiva da MUD no dia 24, "uma Noruega caribenha é perfeitamente possível". Torrealba citou o desenvolvimento e o estado de bem-estar social financiados com o petróleo norueguês no país europeu.

O ativista afirmou que a MUD conseguirá uma "ampla maioria" na Assembleia Nacional nas eleições do ano que vem, favorecida pelo crescente descontentamento que tem surgido entre chavistas em relação ao presidente Nicolás Maduro - cuja popularidade caiu a 35% em razão da grave crise econômica que o país enfrenta.

"Começa a descongelar o glaciar que era o chavismo", disse Torrealba. O secretário executivo da MUD afirmou ter certeza de que Henrique Capriles, governador de Miranda que perdeu eleições para Hugo Chávez, em 2012, e Maduro, em 2013, será presidente da Venezuela - assim como Leopoldo López, líder opositor do partido Vontade Popular preso desde fevereiro, acusado de incitar violência em protestos antigoverno.

Violência. O partido opositor Um Novo Tempo afirmou ontem que 24.764 assassinatos ocorreram em 2013 na Venezuela, fixando a taxa de homicídios no país em 79 a cada 100 mil habitantes, o dobro do número divulgado pelo governo. / REUTERS e EFE

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