REUTERS/Mariana Bazo
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Opositor quer revisão de eleição vencida por governista no Equador

Lenín Moreno, que prometeu levar adiante a ‘revolução cidadã’ obteve 51,17% dos votos e Guillermo Lasso, 48,83%

O Estado de S.Paulo

03 Abril 2017 | 21h05

QUITO - O candidato opositor à presidência do Equador, Guillermo Lasso, disse nesta segunda-feira que pedirá a recontagem dos votos após ser derrotado nas eleições de domingo por Lenín Moreno, candidato do presidente Rafael Correa. Apuradas 99,7% das urnas, o socialista de 64 anos, obteve 51,17% dos votos. Lasso, por sua vez, ficou com 48,83% dos votos. 

“Pedirei a recontagem, mas aceitarei o resultado mesmo se perder por apenas um voto”, disse o conservador. Segundo Lasso, o Conselho Nacional Eleitoral entregou a seu partido os arquivos onde estão os escrutínios das atas. “Até o momento, recontamos parte dos votos... e ganhamos as eleições com mais de 51%. Portanto, está cheio de irregularidades”, disse. “Esgotaremos todas as vias políticas e jurídicas, no Equador e no exterior, para que seja respeitada a vontade popular, que pediu uma mudança.”

Moreno assistiu nesta segunda-feira à troca de guarda no Palácio Carondolet ao lado do presidente. Após a cerimônia, o eleito pegou o microfone e cantou parabéns a Correa, que completará 54 anos na quinta-feira.

O ex-vice-presidente elegeu-se com uma proposta de manter a “revolução cidadã” de Correa, apesar da crise econômica que atinge o país desde a queda nos preços do petróleo. Para isso, ele promete ampliar serviços sociais. Moreno também se comprometeu a reduzir o imposto de valor agregado, o IVA, elevado por Correa em 2016 para custear a reconstrução após o terremoto que atingiu o país. 

A vitória do governista representa um respaldo à abalada esquerda latino-americana, assim como um alívio para o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, asilado na Embaixada do Equador em Londres desde 2012, a quem Lasso ameaçou de expulsão. “Convido cordialmente o senhor Lasso que se retire do Equador nos próximos 30 dias (com ou sem seus milhões offshore)”, escreveu Assange no Twitter, em referência às acusações de que o opositor tem contas em paraísos fiscais./AFP, EFE e REUTERS

 

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