AFP PHOTO / Vasily MAXIMOV
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Líder opositor russo é condenado a 15 dias de prisão após manifestações

Alexei Navalni foi condenado por resistir à prisão e multado em 20 mil rublos (325 euros) por ter organizado uma concentração não autorizada

O Estado de S.Paulo

27 de março de 2017 | 12h42

MOSCOU - O opositor russo Alexei Navalni foi condenado a 15 dias de prisão nesta segunda-feira, 27, um dia após as diversas manifestações pelo país contra a corrupção que levaram centenas de pessoas à prisão.

Navalni foi condenado por resistir à prisão e multado em 20 mil rublos (325 euros) por ter organizado uma concentração não autorizada, segundo decisão do tribunal Tverskoi de Moscou.

Para o Kremlin, o protesto organizado foi uma "provocação". "O que vimos ontem (domingo 26) em muitos lugares, e talvez em particular em Moscou, foi uma provocação e uma mentira", declarou à imprensa o porta-voz Dmitri Peskov.

Ele também afirmou que alguns menores de idade receberam a promessa de "recompensas financeiras em caso de detenção pelas forças de segurança" durante os protestos. Peskov não apresentou, no entanto, nenhuma prova sobre as acusações e se limitou a afirmar que eram "fatos".

Milhares de pessoas participaram das manifestações em Moscou e outras cidades russas, convocadas por Navalni, que deseja enfrentar o líder atual, Vladimir Putin, na eleição presidencial de 2018.

O líder opositor anunciou o protesto depois de publicar um relatório no qual acusa o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, de estar à frente de um império imobiliário financiado por oligarcas.

Cerca de mil pessoas foram detidas na capital russa e centenas em outras cidades, depois que muitas autoridades municipais se negaram a autorizar as manifestações.

Sem mencionar o nome de Navalni, Peskov disse que o Kremlin está preocupado com o fato de "algumas pessoas continuarem utilizando pessoas ativas (...) para seus próprios fins, com o apelo para ações ilegais e não autorizadas".

Preso logo no início da manifestação, o opositor passou a noite em detenção. "Chegará o momento em que seremos nós que os julgaremos (desta vez honestamente)", escreveu Navalni em sua conta no Twitter.

A maioria dos detidos foi liberada após serem fichados por "infração administrativa" ao participarem de uma manifestação não autorizada. Cerca de 120 pessoas continuam detidas. / AFP

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