Opositora de Taiwan é contra tratado de paz com a China

A candidata presidencial da oposição em Taiwan, Tsai Ing-wen, disse nesta quarta-feira que o desejo do presidente Ma Ying-jeou de assinar um tratado de paz com a China continental irá prejudicar a soberania democrática da ilha chinesa. O comunicado do Partido Democrático Progressista, assinado por Tsai, foi feito em meio a intensas disputas entre os principais candidatos para as eleições de 14 de janeiro.

AE, Agência Estado

19 de outubro de 2011 | 16h05

Na segunda-feira, Ma disse que quer seguir uma política de amizade com a China se for reeleito e buscará um tratado de paz com Pequim, que considera Taiwan uma província rebelde. Ma afirma que o povo taiwanês apoia um tratado de paz com a China.

Mas ao falar à imprensa nesta quarta-feira, Tsai rechaçou a ideia de um tratado de paz com a China e disse que isso seria uma traição dos interesses mais elementares de Taiwan, país insular com 23 milhões de habitantes. "O presidente Ma está levando Taiwan para um caminho negativo por razões políticas", disse Tsai. "Um tratado de paz sacrificaria a soberania de Taiwan e atingir nossos valores democráticos", afirmou.

A China e Taiwan se separaram em 1949, quando acabou a guerra civil e os comunistas tomaram o poder em Pequim. Os nacionalistas fugiram para a ilha de Taiwan, onde instalaram seu regime com apoio dos Estados Unidos. Pequim reivindica Taiwan como parte do território chinês afirma que retomará a ilha pela força se Taiwan continuar a resistir indefinidamente à reunificação.

As informações são da Associated Press.

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