Opositora é indiciada por plano para matar Maduro

A ex-deputada opositora María Corina Machado foi indiciada ontem pelo Ministério Público da Venezuela por um suposto envolvimento em um "plano de assassino" d o presidente Nicolas Maduro. Ela deverá comparecer no dia 3 de dezembro para prestar depoimento à promotora Katherine Harington.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2014 | 02h01

Maduro afirmou em diferentes oportunidades, desde que assumiu a presidência, que existem planos para derrubá-lo e assassiná-lo. Uma dessas denúncias foi feita no fim de maio, quando dirigentes do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) declararam que um grupo de opositores, incluindo a deputada cassada, planejava o assassinato de Maduro e um golpe de Estado.

A denúncia foi apresentada pelo vice-presidente, Jorge Arreaza, e pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, que exibiram supostos e-mails trocados por María Corina com o embaixador dos EUA na Colômbia, Kevin Whitaker, e com o constitucionalista Gustavo Tarre.

"O Ministério Público citou María Corina Machado, na qualidade de indiciada, a comparecer no dia 3 de dezembro, por seu envolvimento no plano magnicida contra o presidente da República", afirmou a Promotoria, em comunicado.

"Eu me apresentei e sempre colaborei com a Justiça, porque estou muito consciente do que fiz, do que faço e do que continuarei fazendo em defesa dos direitos de todos os venezuelanos", disse Corina.

Mortes. Pelo menos 17 detentos morreram ontem intoxicados com medicamentos anticonvulsivos no Centro de Reclusão David Viloria, no Estado de Lara. Os presos estavam em greve de fome desde terça-feira em protesto contra violações de direitos humanos. / AP

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