Carlos Garcia Rawlins/ Reuters
Carlos Garcia Rawlins/ Reuters

Opositora venezuelana afirma ter sido agredida por chavistas em ato político

María Corina Machado atribui ataque a apoiadores de Nicolás Maduro, de quem é crítica ferrenha; em 2014, a ex-deputada teve o mandato cassado sob as acusações de que conspirou contra o governo

O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2018 | 12h23

CARACAS - A dirigente venezuelana opositora María Corina Machado denunciou que foi agredida por um grupo de homens supostamente vinculados ao governo chavista durante visita a um povoado agrícola.

Por meio da conta no Twitter do partido opositor Vente Venezuela, Corina disse na quarta-feira 24 que ela e sua equipe foram “agredidos, golpeados, roubados em um atentado”. A ex-deputada afirmou que o ataque poderia ter sido “planejado e executado pela prefeita do município de Piar”, a governista Yulisbeth García, sem apresentar nenhuma prova.

Corina, uma crítica ferrenha do presidente Nicolás Maduro que teve cassada a sua cadeira no Congresso em 2014, adicionou que um grupo de homens atacou sua equipe em uma praça central no Estado sulista de Bolívar, a 560 quilômetros de Caracas, logo depois de ser recebida por um grande grupo de pessoas.

O Vente Venezuela divulgou no Twitter uma série de fotografias em que se vê Corina com a roupa ensanguentada, sem mencionar mais detalhes de possíveis lesões. O partido publicou nesta quinta-feira, 25, um comunicado em que denunciou “a intenção do regime de Nicolás Maduro de silenciar a força de quem com dignidade defendeu a nossa amada Venezuela.”

A vice-presidente colombiana, Marta Lucía Ramírez, condenou os atos violentos e manifestou no Twitter que “qualquer coisa que aconteça a María Corina Machado é responsabilidade do ditador Maduro.” 

Diosdado Cabello, vice-presidente do partido do governo venezuelano e aliado próximo de Maduro, desprezou o incidente.

Deputada mais votada da Venezuela nas eleições de 2010, Corina perdeu o mandato em 2014 e teve uma sanção que inabilitou que ela exerça cargos públicos por um ano. Isso a impediu de se candidatar nas eleições legislativas de 2015, quando a oposição ganhou esmagadoramente. A dirigente tem pendente um processo judicial por conspiração. /AP

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