Opositores abrem 4 pontos na véspera de eleição em Israel, dizem pesquisas

Um dia antes da eleição parlamentar que elegerá o novo primeiro-ministro do país, a União Sionista, de centro-esquerda, mantém vantagem contra o Likud, de Netanyahu

O Estado de S. Paulo

16 Março 2015 | 09h03

JERUSALÉM - Os candidatos à eleição legislativa de Israel fazem nesta segunda-feira, 16, suas últimas tentativas de conquistar votos para a eleição da terça-feira. De acordo com as mais recentes pesquisas, a coalização de centro-esquerda continua favorita para vencer a disputa, o que pode resultar no fim da era do atual primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu.

A atual vantagem dos opositores seria reflexo da maior preocupação dos israelenses com questões sociais e econômicas em vez de segurança e da disputa contra o Irã, segundo Yair Lapid, de 51 anos, ex-apresentador de TV e líder do partido Yesh Atid. Lapid foi ministro de Finanças até dezembro e sua demissão - assim como da então ministra da Justiça, Tzipi Livni, precipitaram a atual votação.

"A maior parte dos israelenses quer mudança", afirmou Lapid. "A era de Netanyahu está chegando ao fim. Não porque as questões de segurança não importam mais, mas porque questões sociais e econômicas estão dominando a atual agenda", disse o opositor à agência Reuters.

As últimas pesquisas apontam que o Likud, partido de Netanyahu está cerca de 4 pontos percentuais atras da União Sionista, seu principal adversário, liderada por Isaac Herzog e Tzipi Livni. Esses números fizeram com que, nos últimos dias, o partido do premiê tenha empreendido uma intensa campanha para mobilizar os eleitores, com Netanyahu alertado para o "risco" que um governo de esquerda representaria para Israel.

"Esta é uma luta decisiva, uma disputa apertada. Devemos fechar essas lacunas. Podemos fechar essa lacuna", disse Netanyahu durante um comício, causando uma estrondosa ovação entre seus partidários.

Apesar da pequena vantagem da oposição, nenhum dos principais candidatos deve alcançar mais de 25% dos votos, fazendo com que um decisivo processo de negociação entre os partidos seja iniciado para que o novo governo israelense seja formado.

O partido centrista recém criado Kulanu, de Moshe Kahlon, pode ser figura-chave para a definição do próximo primeiro-ministro do país. Para apoiar um dos candidatos, Kahlon exige ocupar o ministério das Finanças. No domingo, Netanyahu ofereceu publicamente a pasta para o político, que rejeitou o convite do premiê, qualificando-o como uma mera manobra pré-eleitoral. / REUTERS e AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.