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Opositores avaliam em 112 número de mortos por protestos na Síria

Dado foi apresentado pelo grupo The Syrian Revolution em seu site na rede social Facebook

Efe,

23 de abril de 2011 | 04h56

CAIRO - Um total de 112 pessoas morreu na Síria nesta sexta-feira, 23, no dia de protestos mais sangrento desde que começaram as manifestações contra o regime de Bashar al-Assad, segundo números de ativistas da oposição.

 

O dado foi apresentado pelo grupo The Syrian Revolution em seu site da rede social Facebook, onde se inclui a identidade das 112 vítimas fatais. "A maioria dos nomes foi confirmada", acrescenta a mensagem.

 

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Durante esta sexta-feira, qualificada como a Grande Sexta-feira, houve manifestações contra o regime de Assad em vários pontos do país. Segundo ativistas de direitos humanos, muitas delas foram reprimidas a tiros pela polícia e agentes civis.

 

As manifestações aconteceram um dia depois que o presidente sírio assinou um decreto para pôr fim ao estado de emergência, vigente desde 1963, e para abolir o Tribunal de Segurança do Estado.

Para este sábado espera-se novos protestos durante os funerais das vítimas de sexta-feira.

 

Segundo ativistas da oposição, algumas áreas de Damasco amanheceram cercadas pelo exército e a polícia, enquanto na cidade central de Homs as autoridades rejeitam entregar os cadáveres a suas famílias até que estas digam à televisão que grupos de salafistas mataram seus filhos.

 

Os salafistas, uma corrente fundamentalista do islã sunita, e países estrangeiros não identificados foram acusados pelo regime de Damasco de estar por trás da onda de manifestações que a Síria atravessa desde meados de março.

 

Não houve pronunciamentos do Governo de Damasco sobre estes distúrbios.

 

A agência oficial Sana informou de um ataque, na noite de sexta-feira, contra um posto militar na localidade sulina de Izraa, que terminou com oito mortos e 28 feridos, tanto do grupo atacante como entre os militares, mas sem precisar quantas vítimas de cada grupo.

 

Também noticiou a morte de dois policiais em um ataque de desconhecidos em Damasco e na cidade central de Homs.

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