Opositores começam a se reunir para marcha no Paquistão

Manifestantes exigem a restauração dos juízes destituídos durante o estado de exceção em 2007

Efe,

12 de março de 2009 | 06h25

Advogados e ativistas opositores se reuniram nesta quinta-feira, 12, em Karachi, no sul do Paquistão, para começar uma passeata de protesto rumo a Islamabad. As autoridades tentaram impedir a manifestação com novas detenções e com a instalação de barricadas e cordões policiais em pontos-chave da cidade. Os advogados tinham como ponto de encontro a sede do Supremo Tribunal provincial e o objetivo de se reunir, perante um monumento, aos militantes políticos liderados pela Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), do ex-premiê Nawaz Sharif. A imprensa paquistanesa exibiu imagens de detenções em Karachi, que a "Geo TV" cifrou em dezenas, enquanto informaram que a marcha de advogados já partiu ao encontro dos ativistas da PML-N. A manifestação de Karachi, capital da província de Sindh, deveria começar junto a outra semelhante em Quetta, no Baluchistão, para se encontrar ainda nesta quinta-feira em Sukkur, cidade no norte de Sindh. O plano dos organizadores do protesto, que foi proibido pelas autoridades, é atravessar a província do Punjab e chegar a Islamabad para uma grande manifestação na próxima segunda-feira. Os advogados e a PML-N exigem a restauração dos juízes que o então presidente, Pervez Musharraf, destituiu durante o estado de exceção de novembro e dezembro de 2007. A tensão entre o Executivo e seus antigos parceiros aumentou desde que o Supremo emitiu, no mês passado, um veredicto que tirava o direito de Nawaz Sharif e seu irmão Shahbaz de desempenhar cargos públicos por terem pendências judiciais. Segundo fontes oficiais citadas pelo canal "Dawn TV", o enviado especial dos Estados Unidos para Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke, falou hoje por telefone com o primeiro-ministro paquistanês, Yousef Razá Gillani, para conversar sobre a atual crise política.

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