Martín Alipaz/EFE
Martín Alipaz/EFE

Opositores convocam protesto e greve contra o governo da Bolívia

O grupo exige que o governode Luis Arce "cesse a perseguição político-judicial" e liberte a ex-presidente Jeanine Áñez

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2021 | 13h00

Partidos e líderes civis opositores convocaram manifestações contra o presidente da Bolívia, o esquerdista Luis Arce, para exigir o fim do que consideram uma perseguição política e a liberdade da ex-presidente Jeanine Áñez.

O Comitê Cívico de Santa Cruz (CCSC), uma poderosa organização político-empresarial, convocou uma "grande passeata" para o próximo domingo, 10, e uma greve nacional para segunda-feira, 11.

A convocação tem a desão dos ex-presidentes de direita Carlos Mesa (2003-2005) e Jorge Quiroga (2001-2002), do governador da rica região de Santa Cruz (leste), Luis Fernando Camacho, e de representantes do grupo Conselho Nacional de Defesa da Democracia (Conade).

Os opositores exigem que o governo "cesse a perseguição político-judicial no caso do falso golpe de estado e liberte os presos políticos”, disse o líder civil Rómulo Calvo.

Os governistas denunciam um "golpe de Estado" na revolta social de novembro de 2019 que acabou com a renúncia do então presidente Evo Morales, após 14 anos no poder, e com um balanço de 37 mortos, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.

Os opositores denunciam que Camacho — convocado pelo Ministério Público para depor por seu papel na saída de Morales — e os prefeitos de La Paz, Iván Arias, e de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, sofrem "perseguição político-judicial".

Além disso, eles pedem a "libertação imediata" de Áñez, que está em prisão preventiva e é acusada de terrorismo, sedição e "genocídio" pelas mortes de 22 pessoas em ações das forças de segurança.

Também afirmam que são contrários a um projeto de lei contra a legitimação de ganhos financeiros, que consideram draconiano. A norma também é rejeitada pelos sindicatos de varejistas e empregadores.

Ao mesmo tempo, Morales convocou os seus seguidores para uma passeata em 12 de outubro até cidade de La Paz. /AFP

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