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Opositores de Evo enfrentam polícia em Cobija

Choque deixa dezenas de feridos, incluindo policiais que teriam sido açoitados por manifestantes

O Estadao de S.Paulo

01 de dezembro de 2007 | 00h00

Um violento choque entre a polícia e opositores do governo de Evo Morales deixou dezenas de feridos numa manifestação em Cobija, no Departamento (estado) de Pando. No início do dia, o governo havia enviado um grupo de mais de 70 policiais à cidade, já temendo pela explosão de violência.O confronto ocorreu no final de uma marcha de apoio ao presidente, quando dezenas de universitários saíram às ruas para protestar contra as políticas de Evo e entraram em choque com os policiais, que usaram gás lacrimogêneo para controlar a multidão. O prefeito de Cobija, Luis Flores, afirmou que cerca de dez policiais foram encaminhados ao hospital, após serem despidos e açoitados pelos manifestantes. Ele disse ainda que há relatos sobre a morte de uma jovem, por asfixia por causa do gás lacrimogêneo. A direção do único hospital da cidade, entretanto, contestou a informação. Testemunhas disseram que diversos universitários também ficaram feridos e pelo menos três foram presos. O vice-presidente Álvaro Garcia Linera afirmou que alguns dos manifestantes vieram do Brasil para participar dos protestos. Cobija fica na região da Amazônia boliviana, na fronteira com o Brasil. "Isso em nenhum momento põe em risco os vínculos entre o povo boliviano e o brasileiro", disse Linera, acrescentando, porém, que essas "duas ou três pessoas" serão punidas. A decisão do governo de enviar policiais a Cobija foi tomada após a casa do senador Abraham Cuéllar, no centro da cidade, ter sido assaltada e incendiada. A oposição acusa o político de "vender-se" ao partido de Evo e ser um "traidor", por ter apoiado a instalação de uma sessão em que os governistas aprovaram, sem a presença de parlamentares da oposição, o projeto da nova Constituição, proposta por Evo.Cuéllar acusou o prefeito (governador) de Pando, o opositor Leopoldo Fernández, e seus partidários pelo ataque. O governador disse que a chegada dos policiais é "mais uma das tentativas de Evo para amedrontar a população". Os departamentos de Pando, Santa Cruz, Tarija, Beni, Cochabamba e Chuquisaca convocaram políticos e comitês civis para aderir a um movimento de resistência civil e também a uma greve de fome, que deve começar na segunda-feira, em rechaço à política do governo. QUEDA DE POPULARIDADEA aprovação popular de Evo caiu 10 pontos porcentuais, segundo uma pesquisa divulgada ontem pelo jornal La Razón, de 62% para 52% - nível mais baixo desde que assumiu o governo, em janeiro de 2006. EFE E AFP

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