Opositores de Maduro pedem liberdade de presos e fim da greve de fome

Lideranças de partidos opositores ao governador de Nícolas Maduro realizaram neste sábado manifestações em que defenderam a liberdade de políticos presos no País, a marcação de uma data para as próximas eleições para a Assembleia Nacional e a suspensão da greve de fome dos principais líderes atualmente detidos. A passeata teve inicio por volta das 11h15 (hora local) na praça Bolivar de Chacao, no município de Chacao, um dos distritos da capital venezuelana. No local, se encontram duas tendas com colchonetes em que ao menos 15 militantes realizam greve de fome em protesto contra o governo Maduro. Próximo às tendas haviam placas com imagem do líder opositor Leopoldo López onde eram marcados os dias em que ele se encontra em greve de fome.

ERICH DECAT, ENVIADO ESPECIAL, Estadão Conteúdo

20 de junho de 2015 | 17h37

Neste sábado se completaram 27 dias.

López está preso desde janeiro de 2014 acusado de incitação ao crime por incentivas as manifestações contra Maduro.

"Esta manifestação é para que liberem todos os presos políticos, para que sejam marcada a data das eleições, por liberdade na Venezuela", afirmou ao Estado, Lilian Tintori, esposa de López, durante a caminhada até a Praça José Martí Chacaíto. Presente no encontro, a esposa de Antônio Ledezma, Mitzy Caprilles, fez um apelo pelo fim da greve de fome em razão do quadro de saúde de López.

Segundo familiares, o governo também não estaria deixando que o político fosse atendido por médicos da confiança dos parentes. "Eu tenho autoridade moral e ética para mandar essa mensagem clara para família de Leopoldo. Leopoldo levante essa greve já", afirmou Mitzy em cima do palanque montado na Praça Chacaíto. Segundo integrantes da polícia municipal, a manifestação contou com cerca de 300 pessoas que carregavam bandeiras partidárias e da Venezuela.

Entre os manifestantes havia também cartazes com os dizeres: "O mundo sabe que na Venezuela há uma ditadura". A marcha foi organizada por integrantes da Mesa de la Unidad (MUD), coalizão de partidos de oposição ao governo de Maduro. No palanque, as lideranças do movimento se revezaram no microfone defendendo ainda o "fim da perseguição e repressão" e o acompanhamento de entidades internacionais das próximas eleições. A malsucedida tentativa dos senadores brasileiros de visitar os presos políticos na última quinta-feira também foi lembrada no palanque.

Reação

Em nota publicada na sexta-feira, 19, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuelana rebateu os ataques dos parlamentares brasileiros que acusaram o governo de Maduro de ter atuado para impedi-los de visitar os políticos opositores. No documento, o governo venezuelano alega ser alvo de uma "manobras midiática" e afirma que a viagem dos senadores brasileiros ao País tinha como único propósito desestabilizar a democracia venezuelana e gerar confusão com o governo Dilma.

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