Opositores desafiam estado de emergência na Tailândia

O pressionado governo da Tailândia fechou hoje uma emissora de televisão via satélite e sites da internet usados por manifestantes da oposição, após declarar estado de emergência. Apesar disso, ativistas ameaçavam realizar represálias contra as restrições intensificando seus protestos, que já duram quase um mês.

AE-AP, Agência Estado

08 de abril de 2010 | 12h02

Os "Camisas Vermelhas", como os oposicionistas são conhecidos, tentam forçar a renúncia do primeiro-ministro do país, Abhisit Vejjajiva, e querem que sejam convocadas eleições. Eles planejam outra manifestação para amanhã, apesar de uma ordem de emergência permitir aos militares ação contra eventos do tipo.

Abhisit cancelou hoje uma viagem para Hanói, no Vietnã, onde planejava comparecer a uma cúpula de líderes do Sudeste Asiático, enquanto se esforçava para resolver a crise sem o uso da força. A crise opõe partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe militar em 2006, quando era acusado de corrupção e falta de respeito ao monarca. Os manifestantes favoráveis ao ex-líder são em sua maioria da área rural do país.

Panitan Wattanayagorn, porta-voz do governo, disse que a administração fechou a PTV, emissora dos Camisas Vermelhas, além de inspecionar sites que, na opinião dele, difundiam informações falsas, como a de que Abhisit tivesse autorizado o uso da força contra os manifestantes.

"O governo conseguiu impedir que determinados meios difundissem informações distorcidas e falsas", afirmou o porta-voz. Pelo menos 36 sites simpáticos à oposição foram fechados no país, incluindo o conteúdo de uma página do Twitter e outra do YouTube.

Desculpas

Falando na televisão, o porta-voz pediu em inglês desculpas aos turistas pelos inconvenientes. Durante a última semana, vários dos mais elegantes centros de compras da Tailândia estavam fechados e os hotéis de luxo de Bangcoc estão praticamente sitiados.

Nattawut Saikua, um líder dos manifestantes, afirmou a seus partidários que as restrições à imprensa "são apenas o primeiro passo do governo para nos silenciar amanhã". Segundo ele, caso isso continue, o protesto será elevado "ao nível máximo".

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