Opositores iniciam mobilização contra reforma

Grupos estudantis venezuelanos começaram a se mobilizar contra as medidas centralizadoras do presidente Hugo Chávez. Uma assembleia foi marcada para a noite de ontem, quando seria organizada uma série de protestos contra a reforma na Lei de Descentralização, que passa do governo estadual para o federal o controle de portos e aeroportos. À tarde, grupos ligados a partidos opositores fizeram uma manifestação na Praça Brión de Chacaíto, em Caracas, para protestar contra a lei, os decretos - que tomaram dos Estados e municípios o controle de hospitais, escolas e corpos policiais - e as ameaças de Chávez de estatizar produtoras de alimentos. "Convocaremos todas as universidades de Caracas e do interior", disse Alejandro Mejías, vice-presidente do Conselho de Estudantes da Universidade Metropolitana, ao jornal El Universal. "O objetivo é protestar não apenas contra o centralismo, mas contra os ataques à propriedade privada." Na terça-feira, prefeitos e governadores da oposição reuniram-se para estudar a possibilidade de pedir um referendo para anular as mudanças na Lei de Descentralização. Para isso, eles precisariam recolher as assinaturas de 10% de todos os eleitores venezuelanos, o que significa 1,7 milhão de pessoas. "Em locais com grandes portos e aeroportos, há uma ampla mobilização em torno do tema", disse ao Estado o cientista político Herbert Koeneke, da Universidade Simón Bolívar. "Mas em outros lugares é difícil saber se a oposição conseguirá o apoio de muita gente."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.