Opositores na Bolívia querem mais tempo para negociar

Para funcionário do governo, oposição tenta frustrar diálogo; Evo pretendia assinar acordo ainda neste domingo

Agência Estado e Associated Press,

21 de setembro de 2008 | 20h49

Governo e governadores opositores na Bolívia ainda não chegaram a um acordo em relação à reforma da Constituição e à autonomia de algumas regiões do país. Neste domingo, 21, o porta-voz dos governadores de oposição, Mario Cossío, disse que é preciso mais tempo para as negociações. Um funcionário do governo do presidente Evo Morales, por sua vez, afirmou que esta seria um tentativa de frustrar os diálogos, que têm como objetivo acabar com onda de violência que já deixou pelo menos 15 mortos no país.     Veja também: Evo nomeia militar para governar Pando Camponeses irão expulsar agência americana Bolívia pode rachar, mas ninguém se beneficiaria, diz analista Bolívia tem histórico de golpes e crises  Entenda os protestos da oposição na Bolívia  Enviada do 'Estado' mostra fim dos bloqueios Imagens das manifestações  Evo adiantou que gostaria de assinar um acordo inicial antes de sua viagem, na segunda, a Nova York, mas Cossío disse que é preciso dialogar sem pressões. "O diálogo começou há três dias, precisamos debater outros temas que são vitais para a vida do país. É preciso dar tempo às coisas", disse Cossío.Para o vice-ministro de Coordenação com os Movimentos Sociais, Sacha Llorentí, os argumentos de Cossío são desculpas para frustrar o diálogo. "O que eles (opositores) querem de verdade é deter o processo de mudanças", disse Llorentí.   Enquanto governadores opositores se negam a firmar um primeiro acordo, o governo federal insiste em assiná-lo de imediato. A disputa se deu na quarta sessão de reuniões para colocar um fim à crise que polariza a Bolívia e leva o país à beira do caos.    Evo busca um consenso para submeter a nova Constituição a referendo. O texto aprofunda a nacionalização da economia, dá mais poder à maioria indígena do país e promove reforma agrária. As propostas sofrem oposição do leste do país.   Em Santa Cruz, Tarija, Pando, por exemplo, onde estão as maiores riquezas do país, a oposição a Evo exige mais autonomia e se opõe à reforma agrária nos moldes propostos pelo presidente.   (Com Reuters)  

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