Opositores põem fim à ''trégua política do luto''

A trégua que a oposição concedeu a Cristina Kirchner após a morte de Néstor Kirchner deveria durar até o início de 2011, segundo diversos analistas. Mas o cessar-fogo acabou repentinamente na quinta-feira com o surgimento das acusações de suborno. Ao longo das duas semanas que transcorreram desde a morte de Kirchner, a presidente viúva tinha ficado livre das acusações da oposição.

Cenário: Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2010 | 00h00

"O luto inibe a oposição, pois é de mau gosto bater em alguém logo após a morte de um cônjuge; é preciso aguardar o momento propício para voltar à carga", diz com ironia o analista político, escritor, polemista e ex-embaixador argentino na Unesco Jorge Asís.

O escândalo da suposta compra de votos na Câmara surge no momento em que Cristina estava conseguindo recuperar parte de sua popularidade graças à recuperação da economia e - segundo os analistas - ao fator "compaixão" pela morte do marido.

Kirchner costumava encarregar-se de enfrentar denúncias de corrupção, articulando a defesa e contraofensiva da Casa Rosada. Obsessivo, o ex-presidente telefonava a seus aliados para extrair deles lealdade absoluta e cerrar fileiras contra a oposição no Parlamento, onde o governo perdeu a maioria que tinha na derrota eleitoral do ano passado.

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