EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ
EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ

Opositores protestam em órgão eleitoral da Venezuela por início de referendo revogatório

Grupo de sete legisladores se prendeu a escada na sede do Conselho Nacional Eleitoral para exigir que a presidente do organismo, Tibisay Lucena, entregue documento necessário para coleta de assinaturas que dará início ao processo

O Estado de S. Paulo

22 Abril 2016 | 12h36

CARACAS - Um grupo de sete deputados opositores venezuelanos protestou na quinta-feira, 21, na sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para exigir às autoridades que entreguem à oposição um formulário necessário para iniciar o processo do referendo que visa retirar do poder o presidente Nicolás Maduro.

O grupo de legisladores da Assembleia Nacional, que se prendeu a uma escada da sede eleitoral, afirmou que o objetivo do protesto é pressionar as autoridades a entregar aos opositores um formulário indispensável para coletar as assinaturas para ativar a consulta popular.

Militares encarregados da segurança da sede tentaram impedir que os deputados se prendessem às escadas, mas eles persistiram em sua intenção. María Beatriz Martínez, que faz parte do grupo de sete parlamentares, afirmou que a ação é uma resposta à demora da instituição em entregar o formulário, o que, segundo ela, deveria ter acontecido há três dias. O CNE alega que os solicitantes da consulta não cumpriram com todos os requisitos.

"Tibisay (Lucena, presidente do CNE) pediu três dias para nos dar a planilha, porque é nosso direito constitucional reivindicar o referendo presidencial revogatório. Não estamos dizendo golpe de Estado, não estamos dizendo violência, estamos dizendo que o povo venezuelano tem direito de escolher", disse Martínez a jornalistas.

Os parlamentares se referem ao documento no qual os opositores devem conseguir um número de assinaturas equivalente a 1% do censo eleitoral para que a instituição inicie formalmente o trâmite do referendo. Os opositores denunciam há várias semanas que o CNE não forneceu o formulário a fim de atrasar os períodos previstos para o processo e evitar que a solicitação possa valer para este mesmo ano.

Também na quinta-feira, diante da sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Caracas, cinco estudantes universitários iniciaram quinta-feira uma greve de fome para pressionar o CNE a entregar os formulários.

"Permaneceremos em greve de fome até a entrega dos formulários", disse à AFP Ánderson Yulians, estudante de direito de 24 anos.

Adicionalmente ao referendo sobre o mandato do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a aliança de partidos opositores Mesa da Unidade Democrática (MUD) promove uma emenda constitucional que prevê a redução do período presidencial e ao mesmo tempo cobra que o chefe de Estado renuncie voluntariamente. / EFE e AFP

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