Ordem de Malta celebra 900 anos no Vaticano

A Ordem de Malta, uma das organizações mais peculiares do mundo, celebrou 900 anos de existência neste sábado com uma colorida procissão na Praça de São Pedro, uma missa e uma audiência com o Papa no Vaticano. Bento XVI também é membro desta ordem que, no passado, foi de cavaleiros da nobreza europeia.

EQUIPE, Agência Estado

11 de fevereiro de 2013 | 20h04

Malta antigamente era uma ordem da Igreja católica, um grupo de ajuda que atualmente administra cantinas sociais, lares para idosos, hospitais e outros serviços de saúde e assistência social em 120 países. É ainda uma entidade soberana com poder para imprimir passaportes e emitir moeda. É membro observador nas Nações Unidas e tem relações diplomáticas com 104 países, apesar de não ter estado próprio.

Cerca de quatro mil pessoas - voluntários usando ternos laranja; crianças com bonés vermelhos e os membros da ordem com longas capas negras decoradas de cada lado do peito com a cruz de Malta - chegaram à Praça de São Pedro em procissão e entraram na basílica, marcando assim a data em que a Santa Sé reconheceu a ordem, há 900 anos.

Após a missa, celebrada pelo cardeal Tarcísio Bertone, o número dois do Vaticano, Bento XVI foi à basílica para uma audiência, na qual agradeceu à ordem os seus serviços e a exortou a continuar a providenciar serviços de saúde em todo o mundo, para os mais necessitados, mantendo-se fiel aos ideais cristãos. O trabalho da Ordem "não é só filantrópico, mas é uma expressão efetiva e um testemunho vivo do amor evangélico", disse o Papa.

A história da ordem começa no século XI numa enfermaria em Jerusalém criada por um monge para auxiliar peregrinos que visitavam a Terra Santa. Durante o tempo das cruzadas, a ordem espalhou-se e assumiu um papel militar ao proteger os peregrinos dos ataques muçulmanos. Em Fevereiro de 1113, o papa Pascoal II reconheceu a ordem e entregou-lhe uma bula papal que lhe dá um estatuto de soberania e de independência.

Para serem admitidos, os membros tinham de provar a sua origem nobre até à oitava geração. Este requisito já não é tão rígido em alguns países europeus, mas continua a existir, com membros da ordem pertencentes às famílias católicas mais ricas da Europa. Sessenta dos seus 13.500 membros são "cavaleiros professos" porque fazem votos de pobreza, castidade e obediência e vivem como monges, embora não sejam ordenados padres. As informações são da Associated Press.

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