Ordenação de sacerdotes homossexuais é desaconselhável, diz Vaticano

A ordenação sacerdotal de homossexuais é " desaconselhável e imprudente", além de muito perigosa, afirmou hoje uma nota da Congregação para o Culto Divino transmitida à Congregação para o Clero, em resposta a um questionamento apresentado por um bispo diocesano. "A ordenação de homens homossexuais ou com tendência é absolutamente desaconselhável e imprudente e, do ponto de vista pastoral, muito arriscada", diz a nota. "Uma pessoa homossexual não está apta a receber o sagrado sacramento da ordem." Este parecer contrário à ordenação de homossexuais foi publicado na edição de novembro-dezembro do boletim da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. A nota leva a assinatura do cardeal Jorge Medina Estévez, prefeito da congregação até ser nomeado em seu lugar, semanas atrás, o cardeal Francis Arinze. A divulgação da carta ocorre no momento que o Vaticano prepara novos critérios para a seleção de candidatos ao sacerdócio. A questão da homossexualidade dos sacerdotes vem despertando maior atenção após a onda de acusações nos Estados Unidos de abuso sexual de crianças e de que os líderes da Igreja Católica tentam contornar o problema transferindo clérigos de uma paróquia para outra. Muitas das vítimas são adolescentes do sexo masculino. Especialistas em crimes sexuais dizem não haver evidências significativas de que os homossexuais têm maior tendência a abusar de menores do que os heterosssexuais, mas muitos líderes da Igreja acusam os sacerdotes homossexuais de serem os maiores responsáveis pelos escândalos.

Agencia Estado,

05 Dezembro 2002 | 16h18

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.