Ordenada prisão domiciliar de líder empresarial opositor na Venezuela

Um tribunal de Caracas ordenou hoje, depois de uma longa audiência, a prisão domiciliar do presidente da Fedecámaras, Carlos Fernández, que será julgado por supostos delitos de instigação à delinqüência e rebelião civil. Fernández foi detido pela polícia na última sexta-feira, informou hoje sua defesa, e será julgado apenas por esses dois delitos por decisão da juíza Gisela Hernández, do Tribunal 49 de Controle de Caracas.A Promotoria Geral da Venezuela havia acusado o dirigente opositor por três delitos mais: traição à Pátria, associação para a delinqüência e devastação, mas a juíza decidiu hoje anular estas últimas acusações por falta de elementos.Fernández e o presidente da Confederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV), Carlos Ortega, foram apontados pela Promotoria por supostos delitos vinculados à greve geral de 63 dias que gerou a recente e gravíssima crise no país sul-americano.Ortega, contra quem também foi emitida uma ordem de captura, não se entregou e está na clandestinidade. Fernández, presidente da maior organização empresarial do país, cumprirá sua detenção desde hoje em sua residência, localizada em Valencia, cidade industrial 150 km ao oeste de Caracas.

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