Oregon e Washington D.C. aprovam legalizar uso recreativo da maconha

Oregon e Washington D.C. aprovam legalizar uso recreativo da maconha

Em plebiscitos, Alasca também deve aprovar legalização; Flórida rejeita o uso medicinal da erva

O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2014 | 10h53

PORTLAND, OREGON - A maioria do eleitorado dos Estados americanos do Oregon e da capital federal dos Estados Unidos decidiu pela legalização do uso recreativo da maconha na eleições de terça-feira, em vitórias cruciais que podem dar impulso ao movimento pela legalização. No Alasca, ainda não há um resultado oficial, mas a aprovação está em vantagem

Ao irem às urnas, os americanos de diversos Estados não escolheram apenas seus representantes para o Congresso e o governo local, mas também tiveram de opinar sobre temas relativos ao aborto e o aumento do salário mínimo, dentre outras questões, em plebiscitos.

Com a decisão, o Oregon se juntará ao Colorado e ao Estado de Washington, onde o uso recreativo da erva foi aprovado há dois anos. A capital do país seguirá o mesmo caminho, caso o Congresso decida não anular a medida.


O Congresso possui jurisdição sobre a legislação da capital. A medida aprovada com cerca de 65% dos votos, segundo resultados não oficiais, no plebiscito prevê a permissão a pessoas de ao menos 21 anos para portarem até 57 gramas de maconha e cultivarem até seis plantas.

As medidas no Oregon e no Alasca vão mais longe e estabelecem uma rede de lojas de maconha regulares, similares às que já operam no Colorado e em Washington, após votações pela legalização realizadas em 2012.

Os plebiscitos ocorreram em meio a uma mudança de opinião dos americanos sobre a maconha nos últimos anos, o que tem dado impulso aos esforços para a legalização da droga que continua ilegal sob a lei federal americana.

Flórida. A proposta de emenda constitucional para tornar a Flórida o 24.º Estado, primeiro na região sul, a permitir o uso medicinal da maconha foi reprovada após ter recebido pouco menos dos 60% dos votos necessários para a aprovação, segundo resultados preliminares.

O candidato republicano, o governador reeleito Rick Scott, se posicionou contrário à medida durante a campanha eleitoral, enquanto seu adversário, o democrata Charlie Crist, alegou que se tratava de um tema de "compaixão".

Segundo o texto da proposta, a maconha ajudaria os pacientes diagnosticados com condições médicas "debilitantes", um termo que os críticos do projeto consideravam muito amplo. A Emenda 2, como aparecia na cédula de votação, esclarecia que essas condições são câncer, esclerose múltipla, glaucoma, hepatite C, HIV, aids, esclerose lateral amiotrófica, doença de Crohn e o mal de Parkinson.

No entanto, afirmava em seguida que a substância poderia ser fornecida a doentes com qualquer outra "condição", dependendo da opinião do médico, que poderia considerar que a maconha "traria mais efeitos positivos do que riscos de saúde potenciais para um paciente", o que era considerado muito vago pelos opositores.

O Senado da Flórida aprovou no início deste ano o uso médico e terapêutico de uma variedade de maconha com baixos índices de THC para ajudar no tratamento de crianças que sofrem de epilepsia.

O consumo de maconha para fins medicinais é permitido em 23 Estados americanos. /AP, EFE e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.