Órfãos da aids devem somar 25 milhões em 2010

A Aids está deixando uma herança trágica para uma parte significativa da população mundial: 13 milhões de crianças com menos de 15 anos no mundo são órfãs como resultado da epidemia que atinge 42 milhões de pessoas e que apenas neste ano matou 3,1 milhões de pessoas. Na avaliação da Unicef (agência da ONU para a Infância), caso a tendência de proliferação da doença não seja revertida, 25 milhões de crianças estarão órfãs até 2010, a maioria nos países africanos. "Crianças que se tornam órfãs por causa da Aids são marginalizadas, mal-nutridas, não recebem educação adequada e não recebem ajuda psicológica", afirmou a diretora da Unicef, Carol Bellamy. Segundo a entidade, uma das conseqüência dessa nova população de órfãos pode ser o aumento da prostituição infantil e do número de crianças de rua, principalmente nos países em desenvolvimento, como o Brasil. Para a Unicef, os governos e a comunidade internacional devem adotar políticas que não apenas façam a prevenção da Aids ou de seu tratamento, mas que também dêem atenção às crianças que perderam seus pais por causa da doença. Algumas dessas ações incluiria a ajuda às crianças que não estão nas escolas. Para aqueles que continuam freqüentando as aulas, a estratégia proposta pela Unicef é de que fortalecer o papel dos professores para que as crianças não sejam discriminadas. Outra sugestão da Unicef é de fortalecer organizações não governamentais para que tragam o problema aos seus respectivos governos, uma proposta espelhada na situação do Brasil. Segundo a Unicef, organizações comunitárias do País estão providenciando ajuda psicológica aos órfãos da Aids e àqueles com menos de 15 anos que estão contaminados pelo vírus. "Esse apoio comunitário é um incentivo para que os governos também se engajem na campanha", afirma um representante da Unicef.

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