ZAKARIYA AL-KAFI/AFP
ZAKARIYA AL-KAFI/AFP

Organização denuncia uso de armas químicas em combates na Síria

Relatório da Organização para a Proibição de Armas Químicas aponta que gás mostarda foi utilizado em conflitos; produto provoca queimaduras nos olhos, pele e pulmões

O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2015 | 12h22

HAIA - Especialistas em armas químicas determinaram que gás mostarda foi usado durante os combates na Síria em agosto, de acordo com um relatório elaborado por uma organização internacional e obtido pela agência de notícias Reuters.

O produto químico, que provoca graves queimaduras nos olhos, pele e pulmões e está proibido sob a lei internacional, foi utilizado durante uma batalha entre insurgentes do Estado Islâmico e outro grupo rebelde, disseram fontes diplomáticas.

O relatório confidencial de 29 de outubro da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) concluiu "com a máxima confiança que pelo menos duas pessoas foram expostas à mostarda de enxofre" na cidade de Marea, ao norte de Aleppo, em 21 de agosto.

"É muito provável que os efeitos da mostarda de enxofre resultaram na morte de um bebê", afirmou.

O relatório fornece a primeira confirmação oficial da utilização de mostarda de enxofre, popularmente conhecida como gás mostarda, na Síria desde que o governo concordou em destruir seu arsenal de armas químicas, incluindo o produto em questão.

A situação representa um dilema para o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), porque a Síria supostamente deveria ter entregado completamente seus produtos químicos tóxicos há 18 meses. O seu uso viola resoluções do Conselho e da Convenção sobre Armas Químicas de 1997.

O fato também "levanta a importante questão de onde a mostarda de enxofre veio", disse uma fonte. "Ou eles (Estado Islâmico) ganharam a habilidade de produzi-la por conta própria, ou pode ter vindo de um arsenal não declarado tomado pelo Estado Islâmico. Ambos são opções a se preocupar." /REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
armas químicasSíriaconflitos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.