Organizadores de imolação são condenados na China

Quatro supostos membros da proscrita seita chinesa Falun Gong foram condenados a penas de reclusão, um deles à prisão perpétua, por organizar, este ano, um grupo de imolação na Praça Tiananmen, informou hoje a agência de notícias oficial Nova China. De acordo com a agência, um tribunal de Pequim declarou os acusados culpados de assassinato por "organizar, planejar, instigar e acompanhar" um protesto em que alguns membros da seita atearam fogo no próprio corpo em 23 de janeiro.Liu Yunfang, de 57 anos, um pedreiro supostamente praticante dos ritos da Falun Gong, foi condenado à prisão perpétua por produzir panfletos que dizem que os seguidores da seita podem alcançar a plenitude espiritual ao se imolarem.Dos condenados, apenas Wang Jingong participou do grupo de imoladores em janeiro. No ato, cinco pessoas se molharam com gasolina e atearam fogo no próprio corpo. Uma mulher morreu na hora. A filha dela, de 12 anos, sofreu fortes queimaduras e morreu mais tarde num hospital.À época, a China aproveitou o fato para fundamentar sua posição de que a Falun Gong é "um culto maléfico" e justificar uma brutal repressão contra o grupo. Pequim proibiu a seita em junho de 1999, aparentemente temendo que sua magnitude e sua capacidade de organização representassem um desafio ao poder do Partido Comunista.

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