Órgão da ONU critica saída de Caracas de corte

O Escritório do Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos declarou ontem que a saída da Venezuela da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) será "devastadora" para o tribunal. A afirmação foi feita por Rupert Colville, porta-voz do órgão das Nações Unidas, para quem a retirada também prejudicaria o país latino-americano.

GENEBRA, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2012 | 03h07

Na terça-feira, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, acusou a CIDH de apoiar o terrorismo por ter emitido um parecer favorável a Raúl Díaz Peña - acusado de participar de atentados contra a Embaixada da Espanha e o Consulado da Colômbia em Caracas, em 2003.

A CIDH considerou a Venezuela "responsável pela violação do direito e da integridade pessoal" do suspeito, que nega as acusações. Díaz, após passar a cumprir sua pena em regime semiaberto, em 2010, fugiu para os EUA, onde aguarda uma decisão sobre um pedido de asilo político. "É lamentável que um país decida abandonar a CIDH", disse Colville.

De acordo com Chávez, a Venezuela decidiu se retirar do tribunal "por dignidade". / EFE

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