Oriente Médio deve reconhecer que o povo quer mudanças, diz Obama

Presidente dos EUA elogia disposição em avançar pela democracia, mas critica Irã por repressão

estadão.com.br

15 de fevereiro de 2011 | 14h40

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barak Obama, disse nesta terça-feira, 15, que o Conselho Militar provisoriamente no poder no Egito está dando "sinais positivos" para reformas democráticas no país após a queda do presidente Hosni Mubarak devido a pressões populares.

 

Veja também:

especial Infográfico: A revolta que abalou o Oriente Médio

mais imagens Galeria de fotos: veja imagens dos protestos 

 

Em entrevista coletiva na Casa Branca, Obama disse que os governos no Oriente Médio estão começando a entender "a fome pelas mudanças" do povo. "Está claro que uma geração jovem e vibrante está pedindo mais liberdade na região", disse.

 

Além dos protestos que derrubaram uma ditadura de 30 anos no Egito, o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, teve de renunciar por causa das manifestações populares. Iêmen, Bahrein, Argélia, Líbia e Irã também viveram dias de protestos.

 

Ao país persa, Obama expressou críticas, condenando o governo por reprimir protestos pacíficos que ocorreram na segunda-feira. O presidente americano disse esperar que o povo iraniano "tenha coragem para mostrar suas aspirações por liberdade". "Aconteceu no Egito e deve acontecer também no Irã", disse.

 

A exemplo da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, que na segunda-feira criticou o regime de Teerã pela repressão, Obama destacou a posição ambígua do governo de Mahmoud Ahmadinejad, que ao mesmo tempo em que elogiou as revoltas populares no Egito não permitiu marchas pacíficas em seu próprio país.

 

Com informações das agências AP, Reuters e Efe.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.