Ortega acusa EUA por golpe em Honduras, mas isenta Obama

Para o presidente da Nicarágua, derrubada de Manuel Zelaya ainda é herança de George W. Bush

Efe

17 de julho de 2009 | 03h16

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acusou o Governo dos Estados Unidos de estar por trás do golpe que derrubou Manuel Zelaya da Presidência de Honduras, mas afirmou ter certeza de que o presidente americano, Barack Obama, não teve relação com isso. As declarações foram dadas no fim da noite de quinta-feira, 16, na capital do país, Manpagua.

 

"Estamos frente a uma situação trágica em Honduras, um golpe no qual há claramente a mão do império (Estados Unidos). Não estou acusando o presidente Obama, tenho certeza que ele não tinha ideia de que esse golpe vinha", disse Ortega em um discurso divulgado por veículos de imprensa governistas.

 

"É o império, é o sistema, tudo o que o anterior Governo (de George W. Bush) deixou organizado, todos os organismos de inteligência, os mais tenebrosos, são essas agências que estão por trás deste golpe", acrescentou.

 

Ortega também afirmou que, para que um golpe deste tipo acontecer, é necessário ter cidadãos que se prestem a ser cúmplices e traidores de sua pátria, como é o caso de Honduras.

 

No caso da derrubada de Zelaya, segundo o presidente da Nicarágua, foram usados os Poderes Judiciário e Legislativo, além da Procuradoria, para tentar justificar o golpe.

 

Ortega revelou que o líder deposto hondurenho esta na Nicarágua novamente, hospedado no hotel Las Mercedes, próximo ao aeroporto internacional Sandino, em Manágua.

 

O chefe de Estado nicaraguense falou sobre o paradeiro de Zelaya ao afirmar que a Embaixada americana em Manágua ordenou que dois de seus agentes investigassem o paradeiro do chefe de Estado deposto hondurenho.

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