Ortega acusa OEA de interferir na Nicarágua

O governo nicaraguense minimizou ontem os ataques com bombas caseiras, os incêndios criminosos e o apedrejamento das janelas do Congresso que provocaram a prisão de 54 pessoas numa onda de violência política que há três dias paralisa o país.

REUTERS, AP e AFP, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2010 | 00h00

Em nota, a chancelaria classificou os distúrbios como "expressão legítima dos povos", enquanto o presidente nicaraguense, Daniel Ortega, protestou contra o que considera uma ingerência da Organização dos Estados Americanos (OEA) em assuntos internos da Nicarágua.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, havia manifestado, na quinta-feira, sua "profunda preocupação" com os ataques de militantes sandinistas.

Ontem, os Estados Unidos disseram que os protestos ameaçam "o processo político democrático" e "o respeito aos direitos humanos".

Confrontos. Desde terça-feira, milhares de militantes alinhados ao governo sandinista de Ortega protestam ao redor do Congresso. Até quinta-feira, eles vinham impedindo a entrada dos congressistas na assembleia, queimando carros oficiais.

A oposição acusa Ortega de interferir na nomeação de juízes da Corte Suprema para criar condições favoráveis à sua ambição de aprovar o direito de candidatar-se a um novo mandato.

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