One Free Press Coalition
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Os 10 casos mais urgentes de crimes e ameaças contra jornalistas no mundo

'Estadão' publica mensalmente lista em parceria com a 'One Free Press Coalition'; confira as ocorrências denunciadas em março

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2021 | 05h00

O Estadão faz parte da One Free Press Coalition, iniciativa entre jornais e veículos de comunicação do mundo todo para denunciar crimes e ameaças contra jornalistas. A missão é usar as vozes coletivas de seus membros, que alcançam mais de 1 bilhão de pessoas, para defender os jornalistas que estão sendo atacados por buscar a verdade.

Além do Estadão, fazem parte da One Free Press Coalition importantes veículos internacionais como os jornais Financial Times, The Boston Globe, Corriere della Sera, Süddeutsche Zeitung, Le Temps e De Standaard; os portais HuffPost, EURACTIV e Yahoo News; as revistas Forbes, Fortune, Time e Republik, as agências de notícias The Associated Press e Reuters; e as emissoras de televisão CNN Money Switzerland e Deutsche Welle.

Confira os 10 casos mais urgentes de crimes e ameaças contra jornalistas no mundo destacados pela coalizão no mês de março:

1. Tal al-Mallohi (Síria)

A jornalista síria, atualmente detida sem acusação, passou mais de dez anos atrás das grades. Ela foi detida por ordem de um conselheiro de segurança do presidente sírio, Bashar al-Asad.

2. Solafa Magdy (Egito)

Presa, jornalista freelance enfrenta piora em sua saúde, negligência médica e abuso na prisão.

3. Katsiaryna Andreyeva e Darya Chultsova (Belarus)

Jornalista independente e operadora de câmera foram condenadas a dois anos de prisão por cobertura de protestos antigovernamentais.

4. Maria Elena Ferral Hernández (México)

Em 30 de março, fará um ano que dois homens não identificados em uma motocicleta atiraram e mataram a correspondente mexicana.

5. Pham Doan Trang (Vietnã)

Repórter é mantido em prisão preventiva desde outubro, enquanto aguarda julgamento por acusações relacionadas ao Estado após enfrentar anos de ameaças.

6. Frenchie Mae Cumpio (Filipinas)

Jornalista da web e âncora de rádio, que cobre supostos abusos policiais e militares, está detido há um ano e pode pegar uma pena de prisão de 6 a 12 anos.

7. Anastasia Mejía (Guatemala)

Jornalista indígena foi preso por transmitir - e acusado de participar de - um protesto contra uma autoridade local. Sua casa foi invadida no mesmo dia e ela foi mantida em prisão preventiva por mais de um mês.

8. Ayşegül Doğan (Turquia)

O jornalista turco está atualmente em liberdade, com recurso pendente, mas pode pegar mais de seis anos de prisão por falsas acusações de terrorismo.

9. Neha Dixit (Índia)

A repórter freelance suportou recentemente uma tentativa de arrombamento, perseguição e meses de telefonemas ameaçadores que incluíam ameaças de morte e referências ao seu jornalismo, bem como um caso de difamação em curso.

10. Haze Fan (China)

Membro da equipe da Bloomberg News de Pequim foi detida sob suspeita de colocar em risco a segurança nacional.

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