One Free Press Coalition
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Os 10 casos mais urgentes de crimes e ameaças contra jornalistas no mundo

'Estadão' publica mensalmente lista em parceria com a 'One Free Press Coalition'; confira as ocorrências denunciadas em junho

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2021 | 05h00

Estadão faz parte da One Free Press Coalition, iniciativa entre jornais e veículos de comunicação do mundo todo para denunciar crimes e ameaças contra jornalistas. A missão é usar as vozes coletivas de seus membros, que alcançam mais de 1 bilhão de pessoas, para defender os jornalistas que estão sendo atacados por buscar a verdade.

Além do Estadão, fazem parte da One Free Press Coalition importantes veículos internacionais como os jornais Financial Times, The Boston Globe, Corriere della Sera, Süddeutsche Zeitung, Le Temps e De Standaard; os portais HuffPost, EURACTIV e Yahoo News; as revistas Forbes, Fortune, Time e Republik, as agências de notícias The Associated Press e Reuters; e as emissoras de televisão CNN Money Switzerland e Deutsche Welle.

Confira os 10 casos mais urgentes de crimes e ameaças contra jornalistas no mundo destacados pela coalizão no mês de junho:

1. Raman Pratasevich (Bielo-Rússia)

Autoridades belarrussas desviaram um vôo comercial para Minsk a fim de prender o jornalista exilado Raman Pratasevich, fundador e editor de canais do Telegram que cobriam protestos contra Lukashenko. Belarus abriu investigações contra ele em relação ao seu jornalismo.

2. Benjamín Morales (México)

Jornalista local que trabalhava em uma cidade fronteiriça do norte do México, Benjamín Morales foi encontrado morto com vários ferimentos à bala, enquanto a violência aumenta no Estado.

3. Ayham al-Gareeb, Mohammad Shubat, Mousa al-Jamaat e Okba Mohammad (Síria)

Enfrentando terríveis ameaças na Síria por causa de suas reportagens, jornalistas locais encontraram segurança na Espanha e lançaram o primeiro site de notícias espanhol-árabe liderado por refugiados em Madri, Baynana.

4. Pouyan Khoshhal (Irã)

Jornalista preso, demitido e forçado ao exílio por uma única matéria, Khoshhal continua a reportar notícias sobre o Irã para a IranWire.

5. Natalia Zubkova (Rússia)

Depois de enfrentar um ataque e ameaças de morte, a jornalista e sua família foram forçadas a se esconder - e a fugir da Rússia - após publicar uma reportagem sobre protestos locais e uma matéria sobre um suposto golpe imobiliário visando pessoas com deficiência.

6. Amade Abubacar (Moçambique)

Jornalista de rádio cobrindo famílias que fugiam de ataques de militantes na província de Cabo Delgado, onde um conflito em curso deslocou centenas de milhares de pessoas, Abubacar foi preso por 108 dias em 2019. Embora libertado, Abubacar ainda enfrenta acusações.

7. Carlos Ketohou (Togo)

O diretor do outlet togolês L'Indépendant Express foi forçado a deixar sua casa depois que as forças de segurança do país o detiveram. Sua família recebeu ameaças anônimas. As autoridades proibiram a publicação e processos estão em andamento.

8. Can Dündar (Turquia)

Jornalista e ex-editor-chefe do jornal de oposição turco Cumhuriyet, Dundar fundou a estação de rádio independente Özgürüz enquanto vivia no exílio na Alemanha. Ele apela de uma sentença de prisão de 27,5 anos por acusações das autoridades turcas.

9. Gerall Chávez (Nicarágua)

Um das dezenas de jornalistas nicaraguenses forçados ao exílio desde 2018, Chávez continuou a enfrentar ameaças mesmo enquanto vivia na Costa Rica. As ameaças também foram dirigidas a sua família, que permanece na Nicarágua.

10. Humayra Bakhtiyar (Tajiquistão)

Jornalista e ativista de direitos humanos que cobria política e corrupção, Bakhtiyar foi forçada ao exílio na UE em 2016. Ela continua enfrentando perseguições online e ameaças de autoridades tajiques dirigidas a sua família.

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