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One Free Press Coalition
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Os 10 casos mais urgentes de crimes e ameaças contra jornalistas no mundo

'Estadão' publica mensalmente lista em parceria com a 'One Free Press Coalition'; confira as ocorrências denunciadas em julho

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2021 | 05h00

Estadão faz parte da One Free Press Coalition, iniciativa entre jornais e veículos de comunicação do mundo todo para denunciar crimes e ameaças contra jornalistas. A missão é usar as vozes coletivas de seus membros, que alcançam mais de 1 bilhão de pessoas, para defender os jornalistas que estão sendo atacados por buscar a verdade.

Além do Estadão, fazem parte da One Free Press Coalition importantes veículos internacionais como os jornais Financial Times, The Boston Globe, Corriere della Sera, Süddeutsche Zeitung, Le Temps e De Standaard; os portais HuffPost, EURACTIV e Yahoo News; as revistas Forbes, Fortune, Time e Republik, as agências de notícias The Associated Press e Reuters; e as emissoras de televisão CNN Money Switzerland e Deutsche Welle.

Confira os 10 casos mais urgentes de crimes e ameaças contra jornalistas no mundo destacados pela coalizão no mês de julho:

1. Rana Ayyub, Saba Naqvi e Mohammed Zubair (Índia)

No ano passado, a polícia abriu uma investigação criminal contra um editor do site de notícias independente The Wire por supostamente “espalhar discórdia” relacionada às medidas de restrição contra a covid-19. Agora, as autoridades iniciaram uma investigação criminal contra o The Wire e os jornalistas Rana Ayyub, Saba Naqvi e Mohammed Zubair, alegando que eles compartilharam um vídeo não verificado que poderia causar agitação social.

2. Azimjon Askarov (Quirguistão)

25 de julho marca um ano desde que o jornalista e ativista de direitos humanos Azimjon Askarov morreu em uma prisão do Quirguistão. Sua família suspeitou que ele havia contraído covid-19, mas as autoridades se recusaram a testá-lo.

3. José Antônio Arantes (Brasil)

O fundador e editor da Folha da Região recebeu mensagens ameaçadoras nas redes sociais em resposta à cobertura da pandemia e foi alvo de um incêndio criminoso no prédio que abriga sua casa e a sede do jornal.

4. Gamal al-Gamal (Egito)

O colunista freelance egípcio contraiu covid-19 no início deste ano, enquanto estava em prisão preventiva no Cairo. Embora ele tenha sido transferido para um hospital, as condições atrás das grades continuam inseguras para muitos presos.

5. Rozina Islam (Bangladesh)

Rozina Islam foi presa em maio sob alegações de roubo de documentos oficiais e espionagem, após reportar sobre suposta corrupção e má gestão na resposta do governo à pandemia.

Embora ela tenha sido libertada sob fiança, ainda pode pegar até 14 anos de prisão ou receber pena de morte.

6. Nurgeldi Halykov (Turcomenistão)

O correspondente autônomo Nurgeldi Halykov está atrás das grades desde setembro de 2020 por acusações de fraude, que colegas acreditam ser uma retaliação por suas reportagens, incluindo a cobertura da pandemia para o site de notícias independente da Holanda Turkmen.news.

7. Andrzej Poczobut (Belarus)

O comentarista político e produtor de TV Andrzej Poczobut está detido em prisão preventiva desde março. Ele teria contraído covid-19 enquanto estava atrás das grades, com prisioneiros mantidos em condições de superlotação, mas agora foi colocado em quarentena.

8. Siddique Kappan (Índia)

O jornalista indiano atrás das grades desmaiou no início deste ano após supostamente ter contraído covid-19. Enquanto um tribunal retirou uma das acusações inafiançáveis ​​contra ele em junho, as autoridades em Uttar Pradesh continuam a perseguí-lo e investigá-lo.

9. Shahram Safari (Irã)

Jornalista autônomo curdo, que também dirige o canal de notícias local Rawezh Press, foi condenado a três meses de prisão por suas reportagens sobre a covid-19. Enquanto apela da decisão, enfrenta dois processos adicionais.

10. Oratile Dikologang (Botswana)

Oratile Dikologang, co-fundador e editor digital do site local Botswana People’s Daily News, deve ser julgado em 12 de julho por acusações relacionadas a informações compartilhadas no Facebook sobre covid-19 e política local. Ele nega ter publicado as postagens.

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