Larry Downing/REUTERS
Larry Downing/REUTERS

Os cachorros estão de volta à Casa Branca, o que mais pode retornar com Biden?

De arremesso cerimonial a jantar para celebrar o fim do Ramadã, tradições podem ser recuperadas durante mandato do democrata

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2020 | 05h00

Além da mudança de rumo político, a chegada do candidato democrata Joe Biden à Casa Branca pode significar também a retomada de tradições quebradas por seu antecessor, o presidente Donald Trump.

A presença de cachorros na sede do governo americano é uma delas. Dono de dois cães – Champ e Major, o último adotado – Biden encerra um “jejum” da Casa Branca. Nos últimos quatro anos, não houve animais no local – Trump não tem pets, e chegou a ironizar o tema em um discurso em El Paso, no Texas.

Confira outras tradições presidenciais que vão ou podem ser restauradas por Biden:

Arremesso cerimonial 

O time de beisebol Washington Nationals anunciou que Biden fará o primeiro arremesso da temporada de 2021 – uma tradição temporariamente interrompida por Trump, o segundo presidente dos EUA a não participar da cerimônia, criada por William Taft em 1910. Além dele, só Jimmy Carter não passou pelo rito.

Jantar dos correspondentes

Anualmente, a Associação de Correspondentes da Casa Branca realiza um jantar para arrecadar fundos para bolsas de estudo e premiações. Costumeiramente, o presidente faz um discurso amigável sobre o relacionamento entre governo e mídia. Em 2017, Trump se tornou o primeiro presidente em 30 anos a não comparecer ao jantar – ele também recusou o convite em 2018 e 2019. 

Quadros

Neste ano, a imprensa americana reportou que o presidente Donald Trump não iria inaugurar o retrato do presidente Barack Obama, quebrando uma tradição de 40 anos. Durante todo esse tempo, novos presidentes fizeram cerimônias na sala leste da Casa Branca para revelar os quadros de seus predecessores – Obama fez isso com um retrato de George Bush, por exemplo, em 2012. 

Eid

Outra tradição quebrada por Trump é a de oferecer um jantar de celebração para marcar o fim do mês sagrado muçulmano, o Ramadã. O evento na Casa Branca acontecia todos os anos desde a gestão do presidente Clinton.

4 de julho

Tradicionalmente, as celebrações do 4 de julho, feriado que marca a independência americana, são apartidárias. Em 2020, no entanto, Trump foi protagonista das festividades, fazendo um discurso no Lincoln Memorial e participando da queima de fogos no Monte Rushmore, diante das efígies de ex-presidentes esculpidas na rocha. 

A vez dos democratas

Por outro lado, a nova família presidencial deve também quebrar uma tradição. A mulher de Biden, Jill, deverá se tornar a primeira primeira-dama a manter o emprego durante sua permanência na Casa Branca. Professora no Northern Virginia Community College, Jill deixou claro durante a campanha que não pretendia abandonar sua profissão.

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