Erin Schaff/The New York Times
Erin Schaff/The New York Times

Os cinco temas centrais das discussões do G-20 no Japão

Entre as principais pautas dos líderes das maiores economias mundiais e de seus convidados estão a disputa comercial entre EUA e China, o crescimento da economia global, as mudanças climáticas e a tensão com o Irã

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2019 | 16h07

OSAKA, JAPÃO - Os líderes das 20 principais economias mundiais, incluindo a União Europeia (UE) se reúnem nesta sexta-feira, 28, e sábado, 29, na cúpula anual de líderes do G-20 em Osaka, no Japão. 

Saiba quais são os temas que terão presença obrigatória na maior parte das as reuniões do encontro organizado pelo governo do premiê japonês, Shinzo Abe:

• Trégua de Xi e Trump

Quase ofuscando os eventos principais do G-20, os presidentes de EUA, Donald Trump, e China, Xi Jinping, se reúnem no sábado em meio a esperanças de um avanço na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, que já prejudicou o crescimento global.

Os Estados Unidos e a China concordaram com uma trégua provisória na disputa de quase um ano antes da reunião de Osaka, informou na quinta-feira o South China Morning Post, de Hong Kong, citando fontes.

Antes de deixar os EUA, ainda na quarta-feira, Trump disse que um acordo era possível neste fim de semana, mas estava preparado para impor tarifas sobre praticamente todas as importações chinesas que ainda não estão sujeitas a impostos americanos caso os dois países continuem em desacordo.

• Economia global

Os responsáveis por criar políticas com problemas, já que o crescimento global diminui devido às tensões comerciais e com as sinalizações do Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, de que reduzirá as taxas de juros.

Isso está enfraquecendo o dólar e pressionando o Banco Central Europeu e o Banco do Japão a criar maneiras de evitar que suas moedas subam, o que prejudicaria suas economias dependentes de exportações.

Abe espera contemplar a questão do livre comércio no comunicado de encerramento da reunião, mas enfrenta a resistência de Trump, que no ano passado obrigou o G-20 a abandonar sua antiga promessa de evitar o protecionismo.

• Mudança climática

A disputa sobre a questão do aquecimento global é outra que não está resolvida, com os negociadores do EUA se opondo a um esforço liderado pelos países europeus para garantir o compromisso de combater as mudanças climáticas.

O último rascunho do comunicado do G-20 sobre esse assunto, segundo a agência Reuters, revive o apoio ao Acordo de Paris de 2015, chamando-o de "irreversível". Um rascunho anterior, no entanto, evitava esse compromisso por insistência dos Estados Unidos, disseram fontes à Reuters.

O presidente francês, Emmanuel Macron afirmou que seu país não aceitará um comunicado de encerramento do G-20 que não mencione o Acordo de Paris. Trump, que qualifica o aquecimento global como uma mentira, retirou os EUA do pacto em 2017.

• Irã e petróleo

Apesar de o Irã não ser um membro do G-20, o país estará em muitas das conversas da cúpula em razão da ameaça de um conflito entre Teerã e Washington depois de uma série de incidentes na região do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico.

Na semana passada, Trump afirmou que suspendeu um ataque aéreo contra o Irã em retaliação ao abate de um drone americano. Desde então, o presidente americano ampliou as sanções contra o rival e ameaçou destruir o país. O Irã disse que as sanções eram coisas de "retardados mentais".

Além das tensões no Golfo, os mercados de petróleo estão tensos com a proximidade da data-limite para que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decida se ampliará os cortes de produção. Esse pode ser o foco dos encontros em Osaka entre o presidente russo Vladimir Putin e o príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Salman.

• Resíduos nos oceanos

Um item da agenda do G-20 sobre o qual Abe pode progredir é reduzir o excesso de resíduos plásticos nos oceanos - embora metas específicas e compromissos firmes sejam improváveis.

O G-20 adotará uma nova estrutura de implementação para reduzir os resíduos de plástico do ambiente marinho, ainda que os países tenham que se comprometer de forma voluntária, disse o governo japonês depois que os ministros do Meio Ambiente se reuniram há duas semanas. / REUTERS

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