SAUL LOEB / AFP
SAUL LOEB / AFP
Imagem Helio Gurovitz
Colunista
Helio Gurovitz
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Os erros de Macron e Trump na energia

Enquanto o presidente francês quis pôr em prática taxa ecológica sobre combustíveis fósseis, resultando nos protestos dos 'coletes amarelos', presidente americano quer cortar incentivos a carro elétrico e reduzir restrições que limitam novas usinas a carvão

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2018 | 05h30

O economista William Nordhaus, vencedor do Nobel deste ano, sempre defendeu impostos sobre a emissão de gás carbônico como a melhor forma de reduzir os incentivos à poluição, responsável pelas mudanças climáticas.

Na França, Emmanuel Macron quis pôr a ideia em prática com sua taxa ecológica sobre combustíveis fósseis. O resultado foi a rebelião dos “coletes amarelos” que transtorna o país. Macron foi obrigado a voltar atrás.

Os Estados Unidos, até Donald Trump, haviam adotado uma solução menos politicamente explosiva: em vez de impostos sobre a energia suja, oferecer subsídios à energia limpa. Graças às inovações, a geração solar custa hoje um décimo do que custava em 2010, e o armazenamento em baterias (criadas para carros elétricos, mas úteis noutras áreas) sai pela metade do preço.

Na contramão do mercado, Trump quer cortar incentivos ao carro elétrico e reduzir as restrições que limitam novas usinas a carvão. Dado o barateamento da energia limpa, o declínio do carvão é inexorável. O difícil, sem os subsídios, será manter a liderança global nas tecnologias que podem garantir o futuro da humanidade.

- Irã prevê queda na exportação de petróleo

O Irã começou a sofrer as consequências das sanções resultantes da saída dos Estados Unidos do acordo nuclear de 2015. No orçamento de 2019, o governo estimou queda de 25% nas exportações de petróleo. O ministro das Relações Exteriores, Javad Zarif, reiterou sua confiança no mecanismo criado em conjunto com a União Europeia (UE) para suprir deficiências.

- Republicanos admitem fraude nos EUA 

O placar final da eleição para a Câmara dos Deputados ainda está indefinido por causa do 9.º Distrito da Carolina do Norte. O republicano Mark Harris venceu o democrata Dan McCready por menos de meio ponto porcentual de diferença, mas as autoridades se recusaram a oficializar o resultado. A campanha de Harris é acusada de fraudar votos com cédulas de eleitores ausentes. Os republicanos afirmam apoiar nova votação, desde que comprovado que as cédulas fraudadas bastariam para mudar o vencedor. Se perderem em novas eleições, os democratas terão tomado 41 cadeiras deles na Câmara.

- Estudo vê futuro digital para jornal diário

Metade dos leitores de notícias digitais prefere uma edição diária, como um jornal, ao fluxo contínuo de atualizações numa linha do tempo, popularizado pelas redes sociais. A conclusão é de um novo estudo da plataforma de publicação Twipe com 4 mil europeus e americanos. O estudo também conclui que o principal motivo que leva alguém a assinar uma edição digital é a presença de conteúdo não disponível de graça na internet.

- O futuro incerto da ‘Weekly Standard’

É incerto o futuro da revista americana The Weekly Standard, fundada em 1995 por Bill Kristol, Fred Barnes e John Podhoretz. Propriedade de Rupert Murdoch até 2009, foi depois vendida ao bilionário Philip Anschutz. Conhecida pelo apoio à Guerra do Iraque, ao governo George W. Bush e ao republicano John McCain, se opôs a Trump desde a campanha eleitoral e, ao contrário da também conservadora National Review, nem depois da vitória fez concessões ao trumpismo. Resultado: perda de audiência e de leitores. Anschutz pôs a revista à venda para concentrar forças em seu outro veículo, o jornal Washington Examiner.

- O novo volume de cartas de Sylvia Plath

Depois do lançamento britânico, saiu em novembro nos Estados Unidos o segundo volume da correspondência de Sylvia Plath, considerada a maior poeta em língua inglesa do século 20. Reúne 575 cartas, de 1956 a 1963, período que cobre seu casamento com o poeta britânico Ted Hughes, o nascimento dos filhos, Frieda e Nicholas, e a separação turbulenta do casal. As cartas complementam os diários já lançados aqui no Brasil. Misturam relatos corriqueiros à mãe, Aurelia, a revelações à psiquiatra Ruth Beuscher. A última, para Ruth, data de uma semana antes do suicídio de Sylvia, aos 30 anos, em fevereiro de 1963.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.