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Os fantasmas que amedrontam Bibi Netanyahu

Agora que foi enfim indiciado por corrupção, ele pedirá imunidade aos deputados, empurrará o processo com a barriga e levará à Suprema Corte as disputas que perder

Helio Gurovitz , O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2019 | 06h00

A estratégia de dissolver a Knesset, o Parlamento de Israel, já rendeu duas eleições sem que ninguém pudesse formar outro governo e garantiu um ano de sobrevida política ao premiê Binyamin Netanyahu. Agora que foi enfim indiciado por corrupção, ele pedirá imunidade aos deputados, empurrará o processo com a barriga e levará à Suprema Corte as disputas que perder, bradando ser vítima de “golpe”.

Seu partido, o Likud, não tem a mesma opção. Precisa definir, caso haja mesmo uma terceira eleição, se apostará em Bibi outra vez ou se realizará primárias para escolher um novo líder. A perspectiva de ser desafiado no próprio partido é a primeira preocupação de Bibi. Outro fantasma que o amedronta é a defecção de partidários para a legenda rival, Azul e Branco, de Benny Gantz.

Oficialmente, todos os ministros e os nomes mais relevantes do Likud declararam apoio a Bibi. Nos bastidores, o indiciamento pode lhes dar o pretexto para uma aliança com Gantz, na tentativa de formar governo antes das novas eleições. Ainda há duas semanas de prazo, em que qualquer parlamentar poderá reivindicar a prerrogativa de governar, se obtiver uma coalizão com maioria.

IMPEACHMENT

Depoimento devastador não comove republicanos

O depoimento do embaixador Gordon Sondland forneceu, na interpretação do jurista Benjamin Wittes, os elementos necessários para acusar Donald Trump de suborno, razão suficiente para o impeachment segundo a Constituição. Mas é improvável que algum republicano na Câmara se comova. Mesmo Will Hurd, texano discreto de um distrito de tendência democrata, antes visto como voto provável pelo impeachment, já declarou que votará contra. De acordo com Gary Jacobson, autor de um estudo sobre o impeachment de Bill Clinton, em 1998, a posição de cada representante no processo terá impacto eleitoral reduzido.

PROGRAMAÇÃO

Fox planeja levar ‘Ok boomer’ para a TV

A Fox depositou um pedido para registrar a marca “Ok boomer”, com o objetivo de lançar um programa humorístico ou reality show, disse o advogado Josh Gerben. Popularizada por um meme no aplicativo TikTok, a frase traduz o desdém dos jovens millennials pelos baby boomers, geração pós-2.ª Guerra. Anteriores à cultura digital, os boomers viraram motivo de chacota por atitudes tidas como intolerantes em questões como mudanças climáticas, gêneros fluidos, desigualdade, dedicação à carreira e hábitos alimentares. 

 

ELEIÇÃO

Maior pesquisa eleitoral fará 500 mil entrevistas

Financiado pelo apartidário Democracy Fund, o Voter Study Group promove, em parceria com a Universidade da Califórnia em Los Angeles, a maior pesquisa dos Estados Unidos entre eleitores, chamada Nationscape. Serão mais de 500 mil entrevistas ao longo de 80 semanas, uma das maiores iniciativas da natureza na história. As questões se concentrarão não só na corrida eleitoral, mas sobretudo nos valores e ideias do eleitorado. 

 

SAÚDE

Estudo aponta carne como vilã para saúde e ambiente

Tanto para a saúde quanto para o meio ambiente, a carne vermelha é apontada como maior vilão alimentar em estudo na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (Proceedings). Alimentos saudáveis como cereais integrais, frutas, verduras, legumes, castanhas, azeite ou peixe demonstram também ter menor impacto em seis fatores associados a dano ambiental, como uso da terra, consumo de água ou emissão de poluentes. 

 

COMIDA 

Dieta brasileira entre campeãs na emissão de gases

Outro estudo, submetido à Global Environmental Change por uma colaboração da Universidade Johns Hopkins com outras instituições, avaliou nove tipos de dieta em 140 países. Os cientistas concluíram que, em 95% deles, aquelas com produtos animais tinham menor impacto na água e emissão de gases que as lacto-ovo vegetarianas. O efeito depende do país. O Brasil é o terceiro emissor de gases resultantes da dieta da população e, depois do Paraguai, aquele cuja dieta resulta na maior emissão per capita. A tabela mostra o impacto que mudanças de dieta teriam nas emissões do brasileiro.

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