Os móveis que Einstein amava, expostos em Princeton

As pessoas passam e ficam olhando embasbacadas para a casa onde Albert Einstein viveu por 20 anos, embora a casa, na Rua Mercer, seja uma propriedade privada e não esteja aberta ao público. Mas, breve, porém, os turistas, assim como estudiosos, poderão matar a curiosidade e ver algumas das posses favoritas do mais famoso físico do mundo, incluindo móveis que historiadores dizem terem sido embarcados secretamente da Alemanha nazista para os Estados Unidos.A Sociedade Histórica de Princeton anunciou, ontem, seus planos para restaurar e expor em seu museu cerca de 65 itens doados pelo Instituto de Estudos Avançados, do qual Einstein tornou-se o primeiro membro, em 1933.?Agora poderemos oferecer aos visitantes de Princeton e aos grupos de nossos próprios residentes um olhar sobre a vida do grande físico?, diz Dee Patberg, presidente da sociedade.A coleção inclui a estante de música de Einstein, sua poltrona favorita e um relógio de gabinete. Esses pertences estavam na casa de Einstein na Rua Mercer, onde vive um membro da universidade desde cerca de um ano atrás, quando a residência passou por reformas.Rachel Gray, diretora do Instituto de Estudos Avançados, acha que a sociedade histórica fez o correto restaurando e preservando a mobília, que estava até recentemente num depósito. Muitas das peças, algumas das quais datam do início do século 18, foram levadas de navio, sob o nome fictício do proprietário, para os Estados Unidos, como parte de um esforço de contrabandeá-las da Alemanha. A propriedade da casa, onde Einstein viveu, passou para o instituto depois que sua enteada, Margot, morreu em 1986.O instituto recebeu instruções de não transformar a casa em museu, mas os organizadores acham que uma exposição dos pertences de Einstein não contrariaria os desejos da família.?Sabemos que ele não era modesto e também que usava sua influência, de modo muito positivo, para ajudar refugiados do nazismo?, diz Gail Stern, diretor da sociedade histórica.?Ele usava sua fama para executar uma grande negociação, portanto não achamos que isto (a exposição) vá contra seus ideais.?A organização está discutindo planos para criar um exibição permanente, embora a maior parte da mobília vá permanecer em depósitos por um tempo, segundo Stern.Maureen Smyth, curadora da sociedade, diz que essa exposição não será de uma ?festividade simplória?. ?Ela tem um foco na educação e ajudará a sanar a imensa necessidade que o mundo tem de entender este homem. As pessoas vêm de todos os lugares do planeta a esta cidade para procurar informações sobre o homem; eles querem saber quem ele era.?

Agencia Estado,

10 de outubro de 2003 | 15h52

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