JuanJo Martín/EFE; Juan Medina/REUTERS; Lluis Gene / AFP; Alejandro García/EFE; Marcelo del Pozo/REUTERS
Os candidatos a premiê na Espanha: Pedro Sánchez (PSOE), Pablo Casado (PP), Pablo Iglesias (Podemos), Alberto Rivera (Ciudadanos) e Santiago Abascal (Vox) JuanJo Martín/EFE; Juan Medina/REUTERS; Lluis Gene / AFP; Alejandro García/EFE; Marcelo del Pozo/REUTERS

Os principais candidatos às eleições legislativas na Espanha

Na terceira eleição parlamentar em pouco mais de três anos, considera a mais disputada nas últimas quatro décadas, cenário é de dúvidas; conheça mais sobre os líderes dos maiores partidos do país

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2019 | 12h41

MADRI - Do chefe de governo socialista Pedro Sánchez a seu opositor conservador Pablo Casado, passando pelo líder da emergente extrema direita Santiago Abascal, são cinco os principais candidatos que se enfrentam no domingo, 28, nas eleições gerais espanholas.

Será a terceira eleição parlamentar em pouco mais de três anos, sem que haja perspectivas para o fim da instabilidade política que começou em 2015, já que o pleito é considerado o mais disputado e imprevisível das últimas quatro décadas.

O parece certo é que os socialistas devem ganhar as eleições com maioria simples, segundo todas as pesquisas, algo que, no entanto, não lhes garante a continuidade no governo. Outra coisa indicada pelas pesquisas é que o Vox, fundado em 2013, conseguirá representação parlamentar pela primeira vez.

Conheça mais sobre cada um dos principais líderes políticos da Espanha.

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Resistente e ambicioso, Pedro Sánchez trava nova batalha para seguir no poder

Primeiro premiê da Espanha a chegar ao poder após uma moção de censura parlamentar contra um mandatário, líder socialista tem agora o desafio de continuar no cargo após a votação legislativa, a terceira em três anos

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2019 | 09h33

MADRI - As pesquisas sorriem para o líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e atual primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, já que apontam que a legenda deve sair vitoriosa das eleições deste domingo, 28, apesar da necessidade de alianças com outros partidos para seguir no comando do país.

O pleito representa mais uma dura batalha para um político que passou por uma série de altos e baixos nos últimos anos, superando diversos obstáculos colocados pelos próprios correligionários.

No dia 1º de junho, aos 46 anos, Sánchez tornou-se o primeiro premiê da Espanha a chegar ao poder após uma moção de censura parlamentar contra um mandatário. Após uma aliança com os independentistas catalães e com o partido Podemos, o PSOE derrubou Mariano Rajoy, então líder do Partido Popular (PP), do poder.

O PSOE tinha apenas 84 deputados de um total de 350 do Congresso. A legenda, além disso, estava em baixa nas pesquisas. Mas Sánchez decidiu que aquele era o momento de jogar firme contra o PP, abalado por escândalos de corrupção, e de se unir a outros grupos parlamentares de esquerda para assumir a chefia do governo do país.

Jogador de basquete na juventude, Sánchez aprendeu que uma cesta no estouro do cronômetro pode decidir uma partida, uma lição que ele passou também a utilizar na política.

O PSOE governou a Espanha de 2004 a 2011, quando obteve um resultado muito ruim nas eleições e conquistou apenas 110 deputados no Congresso, dando espaço para que Rajoy ficasse no poder até 2018.

Na época um simples deputado, Sánchez foi eleito secretário-geral do PSOE em 2014 com a esperança de que os socialistas recuperariam em breve o comando do governo. Porém, os resultados eleitorais seguintes foram ainda piores: 90 deputados na votação de 2015 e 84 no realizado em 2016.

Após a disputa de 2015, Sánchez tentou um pacto de governo com o Ciudadanos, partido que emergiu para disputar a hegemonia da direita com o PP, mas acabou fracassando. Novas eleições foram convocadas, e Rajoy continuou como primeiro-ministro.

Em outubro de 2016, uma forte divisão interna do PSOE provocou a renúncia de Sánchez como deputado e líder do partido. Na época, ele se negava a permitir que os socialistas se abstivessem na votação sobre a formação de um novo governo, abrindo espaço para que Rajoy seguisse no cargo após quase um ano de administração interina no país.

Entretanto, Sánchez não desistiu da política e caiu na estrada para se reunir com militantes socialistas em todo o país. Em 2017, graças a esse apoio, voltou a ser eleito secretário-geral do PSOE, apesar da oposição de amplos setores da liderança do partido.

Doutor em Economia, o líder do PSOE chegou ao poder em 2018 e formou um governo que ele classificou como "feminista, ecologista, europeísta e social", com a maior proporção de mulheres em um gabinete ministerial do que qualquer outro país do mundo.

Apesar das sucessivas polêmicas que cercaram o governo e a oposição implacável de PP e Ciudadanos, Sánchez tinha a intenção de cumprir o mandato como presidente do governo até 2020 e promover várias políticas sociais, mas a fragilidade parlamentar do PSOE atrapalhou as pretensões do resistente político.

Sánchez foi obrigado a convocar eleições antecipadas em 15 de fevereiro após não conseguir os apoios necessários para aprovar o orçamento do governo para 2019.

Toda a carreira política do candidato está contada no livro "Manual de Resistência", publicado também em fevereiro. Nele, Sánchez lembra do "Não é não", postura que decidiu tomar para evitar que Rajoy continuasse governando, articulando assim uma aliança com independentistas bascos e catalães para assumir o poder.

Essa é a mesma expressão que Sánchez usa quando os independentistas catalães exigem um referendo sobre a separação da região, apesar das críticas de seus opositores, que o acusam de ser conivente com os separatistas para se manter no poder. / EFE

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Pablo Casado, o líder inesperado de uma direita espanhola mais conservadora

Advogado de 2018 chegou ao comando do Partido Popular (PP) com um discurso a favor da vida, da família, das vítimas do terrorismo e contra o separatismo catalão; ele precisa superar, no entanto, o momento de baixa da legenda nas pesquisas eleitorais

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2019 | 10h04

MADRI - Pablo Casado define-se como um "liberal conservador" e carece de experiência de governo, mas não de ambição. Inesperadamente, foi eleito líder do Partido Popular (PP) da Espanha em 2018 com um discurso a favor da vida, da família, das vítimas do terrorismo e mostrando firmeza contra o movimento separatista catalão.

Casado tem 38 anos e pertence à nova geração de políticos espanhóis que disputarão as eleições legislativas de domingo, 28, provavelmente as mais concorridas e de resultado mais incerto da história da democracia espanhola após a ditadura do general Francisco Franco (1939-1975).

Apesar de chamar a atenção por sua trajetória ascendente no PP, Casado não era o favorito para suceder o líder conservador anterior, Mariano Rajoy, quando este renunciou após perder o mandato como chefe de governo devido a uma moção de censura apresentada pela oposição no Parlamento.

No entanto, ele conseguiu cumprir seu objetivo com perseverança, alianças e um discurso mais ideológico que o de outros candidatos que pareciam ter mais chances no início.

Com Casado, o partido fez uma profunda renovação de diretores e candidaturas eleitorais e fez uma "guinada à direita", segundo analistas políticos, para recuperar algumas essências e princípios conservadores, que boa parte dos eleitores da legenda consideravam perdidos no período de Rajoy.

Esta será a primeira experiência de Casado como candidato a primeiro-ministro espanhol, com direito a um lema simples e direto: "PP, valor seguro", provavelmente uma mensagem para os muitos eleitores indecisos e outros que deixaram de confiar no partido em pleitos anteriores.

O PP perdeu o poder em 1º de junho de 2018, quando o líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, conseguiu emplacar uma moção de censura parlamentar contra Rajoy, que tinha governado com maioria parlamentar entre 2011 e 2015 e em minoria desde 2016.

Advogado, economista e bom comunicador, Casado parece disposto a conseguir que o PP recupere o governo a todo custo, mas a tarefa não será fácil.

Apesar da hiperatividade de seu líder, o PP está em baixa nas pesquisas eleitorais e sofre uma sangria de votos desde 2015, acossado pela corrupção, o desgaste dos duros ajustes econômicos aplicados por Rajoy e o descontentamento pela forma como lidou com o processo independentista ilegal da região autônoma da Catalunha em 2017.

Por um lado, o PP tem que concorrer por um amplo espaço eleitoral com o liberal Ciudadanos e o partido emergente de extrema direita Vox; e por outro, tenta minar os socialistas, com quem protagonizou durante décadas um modelo bipartidário.

Com isso, Casado procurou transmitir mensagens mais conservadoras sobre a unidade da Espanha para conter o ímpeto independentista, e também sobre o aborto e a eutanásia, em defesa da caça e das touradas; além de prometer um Ministério da Família e uma redução generalizada de impostos.

Apesar de o PP ter a maior bancada parlamentar do Congresso espanhol, com 134 dos 350 deputados, agora está na oposição, de onde Casado endureceu o discurso contra Sánchez, atual premiê.

O líder conservador chegou a acusar Sánchez de ser "mentiroso", "criminoso" e "traidor" por - segundo ele - ceder diante do integrantes do independentismo catalão, e também por agradar os simpatizantes políticos da ETA, a já dissolvida organização terrorista basca. / EFE

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    Após ascensão meteórica na esquerda, Pablo Iglesias busca consolidação nas urnas

    Líder do Podemos voltou à política neste ano com desafio de superar crise interna do partido criado por ele em 2014 para se manter como um das quatro maiores bancadas no Parlamento

    Redação, O Estado de S.Paulo

    26 de abril de 2019 | 11h01

    MADRI - Pablo Iglesias, que há três anos era um nome emergente da esquerda na Espanha e pretendia superar o socialista PSOE com um novo partido, o Podemos, tentará nas eleições do próximo domingo, 28, após uma grande crise interna na legenda, ao menos mantê-la com uma das quatro maiores bancadas no Parlamento.

    O político espanhol, cabeça de chapa da coalizão Unidas Podemos, enfrentou na última legislatura fortes tensões no partido que acabaram com a saída de alguns de seus principais nomes e que ajudaram a fundar a legenda.

    Pablo Iglesias, de 40 anos, se reincorporou à política ativa em março após três meses de licença paternidade. Com o partido imerso em uma grave crise interna e pesquisas de intenção de votos desfavoráveis - que apontam que pode perder mais da metade das atuais 71 cadeiras no Parlamento -, o líder do Podemos assumiu os erros e se mostrou disposto a governar com o PSOE.

    "Não se pode concordar com a imagem que demos e tenho que assumir a responsabilidade", admitiu Iglesias, que estabeleceu como objetivo integrar o próximo governo da Espanha.

    A primeira tentativa nesse sentido aconteceu após a votação de dezembro de 2015, quando seu partido, com pouco mais de um ano de fundação, obteve 69 cadeiras das 350 que compõem o Congresso espanhol.

    Foram meses de euforia para Iglesias, professor de Ciências Políticas da Universidade Complutense de Madri até 2014, que sonhava em se tornar o líder da esquerda espanhola, desbancando a tradicional legenda socialista.

    No entanto, a desconfiança mútua impediu um acordo com o PSOE para a formação do governo - o próprio Iglesias se postulava como vice-premiê. Esse fracasso acabou forçando então a convocação de novas eleições.

    Ao contrário do que esperavam Iglesias e seus correligionários, não houve aumento da base de eleitores na eleição de junho de 2016, enquanto o conservador Partido Popular (PP), na época governista, saiu fortalecido.

    Isso causou tensões internas no Podemos, que tiveram como saldo a saída da direção de parte do grupo fundador do partido, enquanto Iglesias consolidou sua liderança com uma nova equipe.

    No entanto, dois anos depois, Iglesias foi fundamental para que o socialista Pedro Sánchez se tornasse primeiro-ministro em junho de 2018, graças a seu apoio à moção de censura contra o conservador Mariano Rajoy.

    Desde a militância comunista na juventude, passando pela participação no movimento social dos chamados "indignados" em 2011, em plena crise econômica, a carreira política de Pablo Iglesias não seguiu um caminho linear.

    Cinco anos depois da fundação do Podemos, um político mais maduro e influenciado pela recente paternidade, que segundo suas palavras o fez se tornar "outra pessoa", enfrenta um novo desafio: enfrentar as pesquisas e conseguir resultados que permitam a seu partido ser relevante na formação de um governo de esquerda com o PSOE.

    O que não mudou nestes anos foi sua imagem externa: continua usando rabo-de-cavalo, calças jeans e camisas com mangas dobradas, sem gravata, salvo em raras exceções. / EFE

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    Alberto Rivera abraça liberalismo para aumentar representatividade do Ciudadanos

    Fundador do Ciudadanos, partido que deixou a orientação social-democrata para abraçar o liberalismo, catalão Albert Riveras

    Redação, O Estado de S.Paulo

    26 de abril de 2019 | 12h07

    MADRI - As eleições legislativas do próximo domingo, 28, na Espanha marcam uma nova guinada na carreira política de Albert Rivera, líder do Ciudadanos, que busca ampliar o poder do partido na próxima composição do Congresso.

    Aos 39 anos, com uma carreira forjada como rival do movimento nacionalista catalão, Rivera tenta transformar o Ciudadanos no partido mais votado da centro-direita, deixando para trás as orientações sociais-democratas adotadas na fundação da legenda.

    Rivera foi criado na periferia de Barcelona e teve anos difíceis no início de sua trajetória política como crítico do nacionalismo e da corrupção na região da Catalunha, onde passou a maior parte da vida.

    Em 2006, foi membro-fundador e primeiro presidente do Ciudadanos. Sob sua liderança, o partido cresceu de forma exponencial, levando-o a ser um dos três parlamentares mais votados nas eleições para o parlamento regional da Catalunha naquele mesmo ano.

    A campanha de Rivera na ocasião ficou bastante famosa. O hoje candidato a governar o país posou nu em um cartaz que trazia uma mensagem igualmente desafiadora: "Só as pessoas importam".

    Rivera surgiu no cenário nacional em 2015, em uma tentativa de romper o bipartidarismo e se posicionar como uma terceira via entre o Partido Popular (PP), principal representante da direita conservadora, e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), o maior entre os grupos de esquerda do país.

    Além de um pacto de governo frustrado com o PSOE e outro bem-sucedido com o PP para dar apoio parlamentar ao ex-premiê Mariano Rajoy, ambos em 2016, Rivera soube manter o papel centrista nos governos regionais ou municipais, fazendo acordos eventuais com os partidos majoritários quando os parlamentares do Ciudadanos eram necessários para conquistar maioria.

    A crise após a fracassada tentativa separatista da Catalunha em outubro de 2017 deu novo impulso ao Ciudadanos, mais votado nas eleições regionais do fim deste mesmo ano, apesar de os independentistas terem mantido maioria no parlamento catalão.

    A vitória parcial na Catalunha deu ainda mais protagonismo ao Ciudadanos em nível nacional. No entanto, apesar da queda que as pesquisas projetam para o PP, os votos da direita não estão migrando para Rivera e seus correligionários, que seguem na terceira posição nas pesquisas de intenção de voto dos espanhóis.

    Também em 2017, o Ciudadanos deixou a orientação social-democrata para abraçar o liberalismo, algo ressaltado por Rivera na atual campanha para as eleições regionais. A estratégia visa arrebatar os votos da centro-direita e da direita, disputados com o PP e com o Vox, legenda radical que ganhou força na última eleição regional.

    Associado a um verniz modernista, o liberalismo também é usado por Rivera para atrair eleitores jovens e urbanos, movimento que visa consolidar o partido como líder da direita na Espanha.

    Rivera afirmou reiteradas vezes ao longo da campanha que jamais aceitará uma aliança com o PSOE, do atual primeiro-ministro, Pedro Sánchez, que lidera as pesquisas eleitorais. O líder do Ciudadanos é um dos principais críticos do pacto dos socialistas com os independentistas catalães e bascos para chegar ao poder.

    No entanto, as pesquisas mostram que uma aliança entre PSOE e Ciudadanos é o caminho mais fácil para atingir a maioria parlamentar após as eleições. Rivera diz que não cederá, mas o PP usa a hipótese para roubar votos de seu principal adversário na direita espanhola

    Formado em Direito na Universidade Ramon Llull, de Barcelona, Rivera foi campeão nacional da Liga de Debate Universitário e gosta de dirigir motos de alta cilindrada. / EFE

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    Santiago Abascal, a nova voz da extrema direita na Espanha

    Ex-militante do Partido Popular fundou sigla Vox no fim de 2013 e, segundo as pesquisas, deve conseguir as primeiras cadeiras no Parlamento, marcando a volta desta corrente política ao Legislativo depois de três décadas

    Redação, O Estado de S.Paulo

    26 de abril de 2019 | 08h43

    MADRI - Ameaçado pelo grupo armado basco ETA em sua juventude, Santiago Abascal, ex-militante do Partido Popular (PP), quer ser a surpresa eleitoral com o Vox - que significa voz, em latim -, uma sigla ultranacionalista, anti-imigração e antifeminista.

    As pesquisas lhe concedem, até o momento, mais de 10% dos votos em um país onde a extrema direita era residual - e, se confirmados, estes números garantiriam as primeiras cadeiras do partido no Parlamento espanhol e o retorno da extrema direita ao Legislativo desde os anos 1980.

    Desconhecido até poucos meses atrás, Abascal, caracterizado por uma barba impecavelmente aparada e por um olhar penetrante, beneficiou-se de seu hostil discurso contra o separatismo catalão.

    Polêmico, ele também já afirmou que seu objetivo é "reconquistar" a Espanha, uma referência à expulsão no século 15 dos muçulmanos e dos judeus do território do país. Por seu discurso inflamado e pela defesa de posições controvertidas, é comparado com a francesa Marine Le Pen, com o italiano Matteo Salvini ou com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

    Mesmo criticando os meios tradicionais de comunicação e se servindo, principalmente, das redes sociais para fazer campanha, consegue pautar a agenda midiática com suas polêmicas propostas - entre elas, a liberalização da posse de armas.

    "Há uma realidade oficial e há outra realidade popular, outra realidade coberta por uma Espanha silenciada que vai se recuperar em 28 de abril", disse recentemente o líder do Vox em um evento partidário.

    Para ter sucesso nas urnas, uma das apostas de Abascal é atrair os eleitores descontentes com a esquerda e transformá-los, quando possível, em militantes.

    "Somos pessoas novas, que têm trabalhado durante toda a vida, estas não são as mãos de um político", diz David García, de 38 anos, coordenador do Vox em San Vicente del Raspeig, cidade-dormitório junto a Alicante.

    García sempre foi eleitor dos candidatos socialistas, como seus pais, até que a insatisfação com a situação política e social no país o levou a se juntar ao Vox em 2014. / AFP, EFE e AP

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