Mandel Ngan/Reuters
Mandel Ngan/Reuters

Os principais pontos do discurso de Obama

Com popularidade retomada, presidente dos Estados Unidos faz primeiro discurso sobre o Estado da União em 2015; veja assuntos 

Cláudia Trevisan, de Washington/Correspondete, O Estado de S. Paulo

21 de janeiro de 2015 | 05h32

Redistribuição de renda - O presidente Barack Obama propôs ao Congresso o aumento de impostos sobre ganhos de capital dos mais ricos, o fim de isenções sobre a transferência por herança de investimentos e a criação de uma taxa a ser paga pelas maiores instituições financeiras do país.

Se aprovadas, as medidas devem gerar US$ 320 bilhões em um período de dez anos. Os recursos seriam usados para ampliar benefícios para a classe média e os trabalhadores, como a oferta de creches com preço acessível e o pagamento de até sete dias de licença ao ano por doenças.

"Hoje, nós somos a única economia avançada da Terra que não garante licença remunerada por doença ou licença maternidade remunerada para nossos trabalhadores. Quarenta e três milhões de trabalhadores não têm licença por motivos de doença", disse Obama.

"Vamos fechar as lacunas que levaram à desigualdade por permitir que o 1% do topo evite pagar impostos sobre sua riqueza acumulada. Nós podemos usar esse dinheiro para ajudar famílias a pagarem por creches e mandarem seus filhos à faculdade." 

Faculdades comunitárias de graça - Com duração de dois anos, esse tipo de escola são vistas como uma transição do segundo grau para a universidade ou como uma forma de obtenção de formação superior. A proposta de Obama é garantir o acesso gratuito de 9 milhões de estudantes a esses cursos, o que custaria US$ 60 bilhões dez anos.

"No fim desta década, duas em cada três vagas de emprego vão demandar algum grau de educação superior. Dois em três. E nós ainda vivemos em um país no qual muitos americanos brilhantes e esforçados não conseguem pagar a educação que eles precisam." 

Investimento em infraestrutura - Obama propôs a aprovação de um plano bipartidário de infraestrutura que estabeleça o financiamento necessário para a modernização de portos, estradas, ferrovias, pontes e internet. 

"Negócios do século 21 precisam de infraestrutura do século 21", afirmou. 

Cuba - Depois de decidir reatar as relações diplomáticas com Cuba em dezembro, Obama pediu ontem ao Congresso que revogue o embargo econômico sobre a ilha, em vigor desde 1960. "Nós estamos terminando uma política cuja data de validade expirou há muito tempo", disse o presidente.

"Como Sua Santidade, o Papa Francisco, falou, a diplomacia é o trabalho de 'pequenos passos'. Esses pequenos passos se somam em uma nova esperança para o futuro de Cuba." 

Combate ao terrorismo - O balanço entre diplomacia e ação militar está no centro da doutrina Obama de combate ao terrorismo. O presidente defendeu coalizões e reconheceu que a ação militar unilateral nem sempre é o melhor caminho para combater os inimigos. Mas disse que não hesitará em trilhá-lo quando os interesses americanos e de seus aliados estiverem diretamente ameaçados.

"Nós permanecemos unidos a pessoas ao redor do mundo que foram atingidas por terroristas -de uma escola no Paquistão às ruas de Paris. Nós continuaremos a perseguir terroristas e a desmantelar suas redes e nós nos reservamos o direito de agir unilateralmente, como fizemos de maneira incansável desde que assumi o caro, para combater terroristas que representam uma ameaça direta a nós e nossos aliados" 

Acordos de livre comércio - Em um tema no qual tem mais apoio entre republicanos do que democratas, Obama defendeu a aprovação de medida que dará a ele autorização para negociar acordos de livre comércio sem o risco de eles serem modificados pelo Congresso. 

"Noventa e cinco por cento dos clientes do mundo vivem fora de nossas fronteiras e nós não podemos nos fechar para essas oportunidades. Mais da metade de executivos de indústrias disseram que estão considerando ativamente trazer de volta empregos da China. Vamos dar a eles mais uma razão para fazer isso." 

Ataques cibernéticos - Sob o impacto da invasão por hackers da rede da Sony Pictures e de contas do Comando do Pentágono no Twitter e no YouTube, o presidente pediu ao Congresso que aprove leis de combate a ataques cibernéticos.

"Nenhuma nação estrangeira, nenhum hacker, deve ser capaz de derrubar nossas redes, roubar nossos segredos comerciais ou invadir a privacidade de famílias americanas." 

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