Os problemas que esperam Cristina Kirchner

BUENOS AIRES - A partir da próxima segunda-feira, quando voltar ao trabalho após quase um mês e meio de licença médica, a presidente Cristina Kirchner terá uma longa lista de problemas acumulados.

Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires,

11 de novembro de 2013 | 23h09

Alguns eram prévios à sua ausência, como a disparada da inflação e o aumento do dólar paralelo, além da contínua queda das reservas do Banco Central. Outros agravaram-se durante a licença, entre eles, a situação do vice-presidente Amado Boudou, suspeito de casos de corrupção. Na semana passada a Justiça determinou a continuidade das investigações sobre supostas irregularidades de Boudou, enriquecimento ilícito e favores pessoais por parte de empresários.

Durante a ausência de Cristina o governo foi derrotado nas eleições parlamentares, quando conseguiu 32% dos votos. A presidente manteve a maioria no Congresso a duras penas, já que era uma eleição para renovação parcial do Parlamento. Mas o impacto do resultado enfraqueceu sua posição e a de seus aliados.

Outros problemas surgiram durante sua ausência, entre eles, as divisões dentro de seu gabinete de ministros, situação inédita nos anos prévios, já que Cristina centralizava o comando.

Os governadores peronistas, perante uma presidente enfraquecida política e fisicamente, também começam a afastar-se de Cristina e definem candidaturas presidenciais sem consultá-la, cenário inimaginável há pouco tempo.

Cristina somente terá conforto no único trunfo durante sua ausência, a declaração de constitucionalidade da lei de mídia por parte da Corte Suprema, decisão que implica no desmembramento do principal inimigo da presidente, o Grupo Clarín.

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