Os riscos após a derrota do Estado Islâmico na Síria

Grupo retornou às táticas de guerrilha que usou quando ainda era conhecido como a Al-Qaeda na Mesopotâmia, com emboscadas, atentados a bombas e assassinatos seletivos

The New York Times, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2019 | 16h37

O Estado Islâmico perdeu seu último bastião territorial na Síria no sábado após anos de conflito. Apesar disso, o grupo continua sendo uma ameaça séria e violenta. Muitos de seus líderes ainda estão vivos e o grupo continua a executar atentados, entre eles um que matou ao menos 15 pessoas em um restaurante em Manbij, na Síria. Foi o ataque mais violento desde agosto, quando começou um período de relativa calma no país. 

Sob qualquer foco de análise, o Estado Islâmico está em seu maior momento de baixa desde que declarou a criação de um califado em áreas do Iraque e da Síria em meados de 2014. Apesar disso, o grupo, que surgiu como uma filial da Al-Qaeda durante a invasão do Iraque tem mais força hoje do que quando os Estados Unidos desocuparam o país após a queda de Saddam Hussein

Sem o território do pretenso califado, o EI retornou às táticas de guerrilha que usou quando ainda era conhecido como a Al-Qaeda na Mesopotâmia, com emboscadas, atentados a bombas e assassinatos seletivos, segundo o general americano Joseph Votel. 

As regiões sírias libertadas do jugo do EI permanecem inseguras e autoridades americanas acreditam que células dormentes seguem em operação no país. Nos últimos nove meses, foram mais de 250 ataques terroristas no país. 

Com isso, o Estado Islâmico permanece uma ameaça, apesar da perda de território. “Eles perceberam que não precisam mais matar 6 mil pessoas por mês. Conseguem impacto com um atentado mensal que mata ao menos 50”, avalia o pesquisador Michael Knights, do Washington Institute for Near East Policy. 

Seguidores do grupo tem lançado ataques também fora do Oriente Médio, como o atentado que matou 20 pessoas em uma igreja católica nas Filipinas em janeiro. Desde 2017, o EI e seus afliados fizeram atentados contra ao menos 25 países. /NYT

 

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