OSCE pede ajuda de polícia internacional no sul do Quirguistão

Conflitos étnicos na região já deixaram mais de 2 mil mortos e 400 mil refugiados usbeques

Reuters e Associated Press

23 de junho de 2010 | 10h23

BISHKEK - A Assembleia Parlamentar da Organização pela Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) pediu nesta quarta-feira, 23, a ajuda de uma força policial internacional para estabilizar a situação no sul do Quirguistão, onde a onda de violência étnica já deixou mais de 2 mil mortos e fez com que milhares deixassem a região.

 

"Não queremos forças militares pacificadoras", disse Kimo Kiljunen, representante especial do órgão para a Ásia Central. "Creio que o que seria bastante útil seria ter uma fora policial internacional para oferecer ajuda técnica e talvez a presença da polícia internacional na região. Isso criaria uma atmosfera de confiança", disse.

 

Segundo Kimo, a OSCE está liderando negociações com os ministros de Exteriores da União Europeia para discutir o envio de ajuda. As autoridades do país estimam que mais de 2 mil pessoas foram mortas nos conflitos étnicos entre usbeques e quirguizes e metade dos 800 mil usbeques que habitam a região tenham fugido.

 

Referendo

 

O governo interino do Quirguistão, que assumiu o poder depois de um golpe de Estado em abril, pediu que os usbeques votem no referendo deste fim de semana, mesmo que a maioria tenha deixado suas casas devido aos distúrbios.

 

O referendo decidirá se o governo interino segue no poder para poder preparar as eleições parlamentares de outubro. As autoridades dizem que os distúrbios foram provocados pelos apoiadores do presidente derrubado, Kurmanbek Bakiyev, no intuito de minar o referendo.

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