OSCE: plebiscito montenegrino cumpriu padrões internacionais

A Organização para a Cooperação e Segurança na Europa (OSCE) confirmou nesta segunda-feira em Podgórica que o plebiscito de independência realizado no domingo em Montenegro seguiu os padrões da entidade e do Conselho da Europa.A declaração foi dada à imprensa pelo vice-presidente do Parlamento turco, Nevzat Yalcintas, responsável pela missão de observação eleitoral da OSCE em Montenegro, que supervisionou a consulta encerrada com uma apertada vitória dos independentistas."Em uma demonstração de democracia direta, o povo de Montenegro realizou um plebiscito genuíno e transparente e pelo qual deve ser parabenizado", ressaltou Yalcintas."Certamente houve alguns pequenos incidentes que, no entanto, não afetaram a legitimidade do plebiscito", acrescentou o deputado turco.O vice-presidente da Assembléia parlamentar do Conselho da Europa, Jean-Charles Gardetto, assegurou que "a apuração (dos votos) aconteceu de forma pacífica e respeitosa"."Não resta nenhuma dúvida de que o resultado final que será anunciado mais tarde pode ser recebido por todos como o verdadeiro desejo do povo de Montenegro", acrescentou o observador internacional.O representante do conselho de poderes locais do Conselho da Europa, o britânico Keith Withmore, criticou as longas filas para a votação em alguns colégios eleitorais, "uma situação inaceitável, sobretudo para os eleitores idosos".No entanto, confirmou que o processo eleitoral foi um dos melhores realizados nesta parte da Europa.A comissão eleitoral central de Montenegro confirmou esta manhã a vitória dos separatistas no plebiscito, anunciando o resultado final preliminar, faltando apenas a apuração dos votos de 45 colégios eleitorais, 39 deles na capital Podgórica.O presidente da comissão, o diplomata eslovaco Frantisek Lipka, anunciou que os separatistas tiveram 55,4% dos votos, superando o mínimo de 55% imposto pela UE para reconhecer o novo Estado.Os colégios onde a apuração ainda não foi feita representam cerca de 25 mil votos, número que "não poderá influir" de forma significativa no resultado final, assegurou o eslovaco.

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