Matilde Campodonico/AP
Matilde Campodonico/AP

Ossada encontrada em batalhão do Exército do Uruguai é de desaparecido da década de 70

Segundo a investigação oficial, a morte de Eduardo Bleier Horovitz teria sido resultado da tortura que ele sofreu em cativeiro

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2019 | 20h33

MONTEVIDÉU - Os restos de esqueleto encontrados em uma unidade do Exército do Uruguai pertencem ao militante desaparecido Eduardo Bleier Horovitz, preso pela ditadura militar que governou o país de 1973 a 1985, afirmou o grupo de Mães e Familiares de Uruguaios Detidos e Desaparecidos.

A confirmação da identidade do militante comunista ocorre pouco mais de um mês depois que seus restos mortais foram encontrados por um grupo de antropologia forense da Universidade da República do Uruguai, no Batalhão Número 13 do Exército, na capital, Montevidéu.

“Dada a identificação dos restos mortais de Eduardo Bleier Horovitz, encontrados em 28 de agosto... (o grupo de Mães e Familiares de Uruguaios) Desaparecidos deseja reconhecer todas as pessoas que nos acompanharam durante todos esses anos, de diferentes posições e responsabilidades”, disse a organização nesta terça-feira, .

Segundo a investigação oficial, a morte de Bleier Horovitz — que, segundo os cálculos, ocorreu entre 1° e 5 de julho de 1976 — teria sido resultado da tortura que ele sofreu em cativeiro.

Bleier Horovitz era membro do Comitê Central do Partido Comunista e foi preso em 29 de outubro de 1975, disse o órgão uruguaio de direitos humanos, que afirmou que a vítima foi mantida em centros de detenção clandestinos até sua morte, quando tinha 47 anos. / REUTERS 

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