Ossadas encontradas no WTC passarão por testes de DNA

Ossos humanos encontrados nas proximidades dos destroços do World Trade Center, em Nova York, nos últimos dias, estão tão bem conservados que poderão ser utilizados em testes de identificação por meio de DNA, relataram especialistas nesta quarta-feira.Há uma grande chance de os restos, encontrados na última semana depois de trabalhadores efetuarem escavações para a instalação de serviços, serem de vítimas dos atentados às torres gêmeas, em 11 de setembro de 2001. De acordo com as autoridades de Nova York, aproximadamente 40% das vítimas não foram encontradas nas buscas após o atentado.Entre os restos há cerca de 200 pedaços de ossos - alguns inteiros. "Independente de como eles chegaram lá, certamente eles foram protegidos das intempéries climáticas, o que explica o seu bom estado de conservação", afirmou Bradley Adams, médico examinador oficial da cidade para o 11 de setembro. Ossos enterrados sem a exposição a temperaturas altas tendem a permanecer melhor preservados, explicou Ed Huffine, o cientista responsável por identificação de ossos do Bode Technology Group, a companhia que será responsável pelo teste de reconhecimento por meio de DNA. "Eu seria muito otimista se garantisse que vou obter a identidade de todos os ossos encontrados", disse.A cidade já identificou 12 áreas subterrâneas que precisam ser exploradas. Todas elas ficam a oeste do local onde permanecem os destroços das torres gêmeas.Uma agonia que não terminaCinco anos após a morte de 2,749 pessoas nos ataques de 11 de Setembro, as famílias de aproximadamente 1,150 vítimas não sabem se os restos de seus entes foram recuperados.Durante a escavação das torres de 110 andares, que começou na noite após os ataques e durou nove meses, aproximadamente 20 mil pedaços de corpos humanos foram encontrados. O teste de DNA desses pedaços, muitos pequenos o suficiente para caber em um tubo de ensaio, foi prejudicado devido ao calor e à umidade a que os pedaços ficaram expostos.No ano passado, a cidade disse às famílias das vítimas que o projeto de identificação das vítimas seria interrompido, possivelmente por anos, até que uma nova tecnologia de DNA fosse desenvolvida. No mês passado, a companhia contratada para trabalhar sobre os fragmentos disseram que houve avanços e que novas identificações poderiam acontecer. Além dos novos restos encontrados nesta semana, o laboratório recebeu recentemente centenas de fragmentos de ossos encontrados no telhado de um prédio próximo ao local onde ficavam as torres. O prédio ficou com a estrutura condenada devido aos ataques, e estava prestes a ser demolido quando trabalhadores encontraram os pedaços de ossos.

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