Otan admite ter matado 12 civis no Afeganistão

Forças aliadas fazem grande ofensiva militar para atacar reduto dos talebans no sul do país

Efe,

14 de fevereiro de 2010 | 13h48

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) admitiu neste domingo, 14, ter matado 12 civis afegãos com dois foguetes que se desviaram de seu alvo original, que era um abrigo taleban. O incidente aconteceu na província de Helmand, no sul do país, onde tropas estrangeiras e do Afeganistão participam de uma operação contra os rebeldes que controlam a região.

 

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Em nota, a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), comandada pela Otan, disse que os projéteis foram lançados de um lança-mísseis. O alvo era um refúgio do qual os talebans abriam fogo "preciso e direto" contra um grupo de soldados estrangeiros e afegãos.

 

Um militar afegão e outro estrangeiro acabaram feridos pelos tiros que os talebans disparavam no distrito de Nad Ali, localizado na conflituosa província de Helmand.

 

"A atual operação no centro de Helmand tem como objetivo restaurar a segurança e a estabilidade nesta área vital do Afeganistão. É lamentável que, durante nosso esforço conjunto, vidas inocentes tenham sido perdidas", destacou a Isaf.

 

"Expressamos nossos mais sentidos pêsames e garantimos que faremos tudo o que pudermos para evitar futuros incidentes", acrescentou o chefe da Isaf, o general americano Stanley McChrystal.

 

O oficial também pediu desculpas ao presidente afegão, Hamid Karzai, pelo que considerou um fato "infeliz". Pouco antes do comunicado da Otan, Karzai já tinha dito que pelo menos dez civis haviam morrido na queda de um projétil sobre uma durante os confrontos em Helmand.

 

O Palácio Presidencial, em um comunicado, não especificou quem lançou o projétil. Mas disse que o foguete caiu no distrito de Marjah, e não no de Nad Ali, como disse depois a Otan.

 

Logo que a operação contra os talebans foi lançada, Karzai fez um apelo para que as tropas evitassem baixas civis e os bombardeios aéreos.

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